Jesus o mesmo sempre

Pode ser que as pessoas ao nosso redor sejam muito prestativas, muito capazes, muito boas, muito amigas. Porém, se elas morrerem, essa segurança acaba. Perdemos o nosso arrimo, o nosso conselheiro, o nosso socorro. Só porque elas foram impedidas pela morte de continuar ao nosso lado. Ficamos na mão, sozinhos, de uma hora para outra. Até aparecerem outros amigos, até nos relacionarmos com esses outros, até nos aproximarmos deles – haverá um desagradável intervalo.

Com Jesus é diferente. Por uma razão muito simples e deliciosa: ele não é impedido pela morte de continuar. A Bíblia afirma que Jesus “continua para sempre” e seu sacerdócio “é imutável” (Hb 7.24).

É verdade que Jesus passou pela morte. No entanto, ao terceiro dia ele “se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecen-do [aos apóstolos] durante quarenta dias” (At 1.3). Não houve solução de continuidade: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre” (Hb 13.8).

Agarro-me a esta verdade e não perco Jesus de vista. Retirado de Refeições Diárias com Jesus.

 

Editora Ultimato

http://ultimato.com.br/sites/devocional-diaria/2017/02/17/autor/elben-cesar/jesus-o-mesmo-de-sempre-2/

Não podem os guardar a boa notícia só para nós! Só Jesus tem o poder de transformar situações, trazer cura, restaurar e dar vida em abundância. Receba Jesus e deixe que Ele conduza sua vida! “Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação. Todo o que nele confia jamais será envergonhado”.

Cuide de Grama

A vida humana é frequentemente comparada na Bíblia com uma planta que precisa de cuidado para crescer. Assim, os Salmos 1 diz que a pessoa que medita na lei do Senhor é como a árvore plantada junto às águas. Jesus fala da semente da Palavra que cai em solo (coração) fértil e produz fruto. Paulo também compara a obra do Espírito Santo em nós a um fruto que produz amor, alegria, paz etc. Por outro lado, o mal, a desgraça e a perversidade são comparados a uma raiz, planta ou fruto amargo. Assim também o Reino e a Igreja são muitas vezes retratados como uma videira ou uma semente que precisa de cuidado.

Provavelmente por esse motivo as estratégias de crescimento de igreja se apoiam nessas figuras. Dois autores muito populares hoje enfatizam que a igreja é feita para crescer assim como uma planta. Rick Warren (A igreja com propósito) diz que a pergunta que todo pastor deve fazer não é “o que fará a nossa igreja crescer?”, e sim, “o que está impedindo o crescimento de nossa igreja?”. Com isso, ele quer dizer que se a igreja não está crescendo é porque algo está errado, há empecilhos bloqueando o seu crescimento. Em outras palavras, é preciso arrancar o mato. Semelhantemente, Christian Schwarz (O desenvolvimento natural da igreja) fala de “liberar o potencial natural que Deus já colocou na igreja” eliminando fatores que impedem o crescimento da igreja.

Em contraste com essa visão, gosto da abordagem de Leith Anderson (A church for the 21st century [Uma igreja para o século 21), um pastor e autor norte americano menos conhecido do público brasileiro. Ele conta que anos atrás comprou uma casa durante o inverno na região norte dos EUA. Ele se preocupou em verificar se tudo estava funcionando na casa e nem pensou no gramado. Como sabemos, para o americano, o gramado da casa é muito importante. Quando chegou a primavera descobriram que a grama estava tomada de mato. Ele chamou uma empresa de jardinagem ver o que fazer e dar um orçamento. A empresa nem quis pegar o serviço! O gramado estava em péssimas condições. Daria muito trabalho para restaurá-lo. Depois, um conhecido da igreja se ofereceu para passar um trator, arrancar tudo e plantar grama nova. Mas o pastor não estava pronto para um tratamento tão radical. Finalmente, ele consultou um velho fazendeiro que lhe disse, “Não se preocupe em arrancar todo o mato. Cuide da grama, que a grama tomará conta do mato”. Foi o que ele fez. Demorou um tempo, mas o gramado foi revitalizado.

A vida tem muito disso. Estamos muitas vezes preocupados em tirar o mato seja de nossa vida ou da igreja ou comunidade da qual participamos. Isso significa que gastamos boa parte do nosso tempo e esforço tentando eliminar os problemas que nos impedem de desenvolver ao máximo nosso potencial. Isso é muito lógico e parece fazer todo o sentido. Se estamos enfermos, precisamos saber o que está causando a enfermidade e eliminar aquilo. Mas na realidade, mesmo conhecendo a causa, nem sempre conseguimos erradicá-la. Precisamos cuidar das defesas do corpo.

Na realidade pastoral isso significa também que o pastor gasta boa parte de seu tempo e de sua energia física e emocional com os problemas que afetam a saúde orgânica e espiritual da igreja e não lhe sobra tempo para cuidar da grama.

Não é diferente em nossa vida particular. Somos abatidos pelas dificuldades e problemas e nos esquecemos das coisas que nos alegram e das pessoas que desejam florescer.

Se quisermos seguir o conselho do velho fazendeiro amigo de Leith Anderson, sugiro que invista seu tempo e energia cuidando da grama e ajudando ela a florescer.

 

William Lacy Lane – Pastor presbiteriano,

doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).

Teologia da Gratidão: a gratidão cura e evita doenças

Os cristãos são ensinados a pedir: “Peçam, e lhes será dado” (Mt 7.7). Também são ensinados a agradecer: “Deem graças em todas as circunstâncias” (1Ts 5.18).

Não há como negar: a falta de gratidão é falta de educação. Além disso, a gratidão tem um enorme valor terapêutico. O cristão que cultiva o hábito de agradecer a Deus é uma pessoa mais saudável, mais disposta, mais dinâmica e mais aceita. A gratidão leva ao louvor e pode transformar prosa em verso.

Antes de ensinar aos filhos a dizer “muito obrigado”, os pais precisam aprender a dizer “muito obrigado” a Deus. É muito conhecida a história dos dez leprosos que foram curados por Jesus numa de suas viagens da Galileia para a Judeia. Eles não obtiveram a cura no momento nem no local em que se encontraram com o Senhor, mas depois de curados, só um deles, que era samaritano, voltou e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus para agradecer. Então, Jesus fez três perguntas de imediato aos que estavam ao seu redor: “Não foram purificados todos os dez? Onde estão os outros nove? Não se achou nenhum que voltasse e desse louvor a Deus, a não ser este estrangeiro?” (Lc 17.17-18).

A Bíblia manda não apenas pedir, mas também agradecer. “Sede agradecidos” – ordena enfaticamente o apóstolo Paulo (Cl 3.15). A expressão “Rendei graças ao Senhor”, que são as primeiras palavras de cinco Salmos (105, 106, 107, 118, 136), aparece inúmeras vezes nesse livro poético. Até Jonas fala em agradecimento quando menciona a sua necessidade de Deus para livrá-lo do ventre do peixe (Jn 2.9). O espírito de gratidão de Paulo é impressionante. O apóstolo está sempre dando graças. Logo no início de onze de suas treze epístolas, Paulo registra que dá graças a Deus por suas manifestações na vida daqueles para quem escreve (Rm 1.8; 1Co 1.4; 2Co 2.14; Ef 1.16; Fp 1.3; Cl 1.3; 1Ts 1.2; 2Ts 1.3; 1Tm 1.12; 2Tm 1.3; Fm 4). Ele, que tanto ora pela igreja e pelos fiéis, se sente na obrigação de agradecer: “Devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor” (2Ts 2.13).

A gratidão é tão necessária ao espírito humano quanto à confissão de pecados e ao desabafo da alma perante o Senhor – não só no aspecto ético, mas também no aspecto emocional. Esse exercício alegra, anima e fortalece a alma. Afasta o cristão de seus problemas e o aproxima de Deus. Além disso, gratidão profunda e contínua cura o pessimismo, o derrotismo e a fatalidade cega. O cristão que cultiva o hábito de agradecer a Deus pelo que ele é e pelo que ele faz dificilmente terá crises de desânimo. Não abrigará no coração a presença incômoda e doentia do queixume e da amargura. Será uma pessoa mais saudável, mais disposta, mais dinâmica e mais aceita por Deus.

Embora haja alguma diferença entre render graças e salmodiar, as duas expressões de culto se completam e andam juntas. Render graças é expressar gratidão; salmodiar é cantar ou recitar poemas em louvor a Deus. É preciso salmodiar (Sl 30.4; 47.6; 66.2) ou cantar com júbilo ao Senhor (Sl 9.11; 81.1; 98.1). Foi isso que Moisés fez logo após a passagem a seco pelo mar Vermelho (Êx 15.1-19). Foi isso que Ana fez logo após o nascimento de Samuel (1Sm 2.1-10). Foi isso que Débora fez logo após a vitória de Israel sobre Sísera (Jz 5.1-31). Foi isso que Davi e os filhos de Coré sempre fizeram para registrar a misericórdia divina (a maior parte dos Salmos). Foi isso que Ezequias fez logo após ter sido curado por Deus (Is 38.9-20). Foi isso que Maria, Zacarias e Simeão fizeram logo após o nascimento de Jesus (Lc 1.46-55, 67-69; 2.29-32). A gratidão leva ao louvor e pode transformar prosa em verso.

 

Elben César

Disponívem em: http://www.ultimato.com.br/conteudo/teologia-da-gratidao-a-gratidao-cura-e-evita-doencas

De volta aos braços de Deus

Você se desviou dos caminhos do Senhor, mas já provou do amor de Deus, porém se esfriou na fé?

Hoje esta mensagem é pra você.

Muitas vezes, a saída da igreja está relacionada a alguma ferida: ofensa que sofreu, decepção ou vergonha que ainda podem estar guardado em nosso coração.

Mas procure se lembrar:

“Como foi o seu encontro com Jesus”? Quantas bênçãos Deus já realizou em sua vida? Recorde-se do amor de Deus por você e como você tinha paz, força e alegria estando sempre em Sua presença.

Quando nos afastamos dos caminhos do Senhor, pensamos: “Vou servir Deus em casa mesmo, não preciso ir à igreja”. “Deus está em todo lugar”…. Porém, Satanás continuará a plantar este pensamentos para que você não volte aos braços do Pai. Satanás fará de tudo para lhe manter longe dos caminhos do Senhor e tentará semear a vergonha e receio, a fim de que você não volte para a igreja. Porém, Deus nos criou para vivermos em comunhão. Deus vive em perfeita comunhão com o Filho e o Espírito Santo e, nós, somos chamados para amar o nosso próximo e transformar o mundo à nossa volta através da renovação do nosso espírito e da verdade que nos liberta, nos cura e nos salva. Hebreus 10.25 nos exorta: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros”.

Querido irmão em Cristo, não abandone de forma alguma a Deus. Busque hoje mesmo sua reconciliação com seu Criador e volte a ser instrumento de bênção nas mãos do Senhor.

As promessas de Deus sempre se cumprem. A Palavra de Deus diz: “apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hebreus 10:23). E “Deus suprirá todas as suas necessidades, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus” (Filipenses 4:19).

Lembre-se: nossa verdadeira esperança está em Deus. Ele promete nos abençoar e nos dar vida eterna. “O reino de Deus é eterno, e o teu domínio permanece de geração em geração. O senhor é fiel em todas as suas promessas e é bondoso em tudo o que faz” (Salmos 145:13).

Não olhe para as coisas terrenas ou para as pessoas. Deus tem saudade de você e quer te-lo pertinho Dele novamente. Na maioria das vezes, colocamos nossa esperança nas coisas erradas: no dinheiro, no emprego, em pessoas, em nossa capacidade… Todas essas coisas podem falhar, mas, “feliz é o homem que persevera na provação, porque depois de aprovado receberá a coroa da vida, que Deus prometeu aos que o amam” (Tiago 1:12). Somente Deus pode lhe dar a paz!!!

Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança Nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.

Que Deus abençoe você e sua casa ricamente!!!

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Adaptado por Pr. Geraldo Sena

Buscando a vontade de Deus

Nós aprendemos desde cedo que precisamos tomar decisões importantes na nossa vida. Algumas escolhas são rápidas e tranqüilas, outras, porém, bastante complicadas. É por isso que todos nós, em algum momento, vamos precisar de orientação, mesmo que muitos não gostem de admitir isso. Deus tem um plano para cada um, especialmente para seus filhos.

Essa crença numa direção vinda de Deus se baseia em dois fatos fundamentais: a realidade do plano de Deus para nós e a capacidade e vontade de Deus de se comunicar conosco. Ele tem um plano para nós e quer nos mostrá-lo.

São muitos os textos bíblicos que mostram como Deus quer dirigir a nossa vida e nos revelar sua vontade: “Guia o humilde na justiça e ensina ao manso o seu caminho” (Sl 25.9). “Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher” (Sl 25.12). “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e sob minhas vistas te darei conselho” (Sl 32.8).

Mas a direção de Deus para nossa vida não vem pronta ou empacotada como gostaríamos. É preciso conhecer a vontade geral de Deus expressa na Bíblia e também estar atento; saber ler nas entrelinhas da vida cada instrução. É impossível prever o que vai acontecer na próxima esquina. Não adianta querer adivinhar onde e como nós estaremos [no final de 2017] ou daqui a cinco ou dez anos, pois Deus nos conduz passo a passo, para que aprendamos a esperar por ele e obedecer-Lhe.

Vejamos o que Tiago escreve sobre os projetos que fazemos para nossa vida: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tg 4.13-15).

O fato de confiarmos em Deus e sabermos que ele supera nossas melhores expectativas não quer dizer que ele realizará todos os nossos desejos, nem que tudo acontecerá da forma como planejamos. Em nossas orações devemos pedir que Deus nos conduza a realizar aquilo que ele está abençoando, e não que abençoe aquilo que nós estamos fazendo. Quando temos a atitude correta, recebemos mais do que pedimos ou pensamos.

Se você tem dúvidas sobre qual é a vontade de Deus para sua vida, preste atenção: Deus jamais mostrará algo para sua vida particular que esteja fora da sua vontade geral, revelada em sua Palavra. “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).

Em nossa caminhada, mal conseguimos enxergar a próxima curva, mas o Senhor vê lá na frente, de maneira perfeita. Podemos ir sozinhos no escuro ou ir com a mais potente de todas as lanternas a nos guiar e iluminar o caminho. A escolha é nossa!

 

Jeverton Magrão Ledo

Disponível em http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/314/buscando-a-vontade-de-deus

Que Deus possa conduzir nossos caminhos e que possamos ter a certeza de que Ele é por nós em todos os momentos!!! Um 2017 cheio das bênçãos, do amor e da paz do nosso Senhor Jesus! A Ele a glória!!!

O consumismo tem consumido muitas vidas

Quando observamos o livro de Gênesis, percebemos que o pecado de Adão e Eva foi o consumismo (Gênesis 3.5-6).

A palavra “comer” quer dizer “consumir” e aparece quatro vezes nos dois versículos acima e 13 vezes nesse capítulo três. Percebemos que Satanás iludiu Eva com a mentira de que, se ela consumisse aquele fruto, seria igual a Deus, ou seja, adquiriria poder, e, por causa disso, até hoje as pessoas associam comprar, ou seja, consumir, a ter poder. Assim, as pessoas compram, compram e compram, muitos para se sentirem superiores aos amigos, colegas de trabalho, vizinhos, etc.―Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo (1 João 2.16). Alguém disse o seguinte: CONSUMISMO É…comprar o que não precisa, com o dinheiro que não tem, para impressionar pessoas que não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que não é.

Parodiando: Eva e Adão comeram o que não precisavam, com a autorização que não tinham, para impressionarem uma “pessoa” que não conheciam (a serpente), a fim de tentarem ser pessoas que não eram (Deus). Mas a Palavra de Deus diz “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração” (Mateus 6.19-21). Dizem que o que nos falta é que nos faz felizes. Foi o caso de Adão e Eva, pois tinham tudo, mas quiseram a única coisa que não podiam ter. E, como eles, muitos têm sido consumidos pelo consumismo, na ilusão de serem felizes.

Famílias têm sido consumidas, lares desfeitos porque o cônjuge, ou os cônjuges não têm mais tempo um para o outro e nem para os filhos. Vemos também pessoas com a saúde abalada pelo estresse causado pela incansável busca do sucesso a qualquer custo. Infelizmente, esse mal contagiou também alguns setores da igreja, e muitos cristãos andam em busca do sucesso em primeiro lugar e o Reino de Deus em segundo, invertendo o que disse Jesus: ―Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês (Mateus 6.33).

Simultaneamente, alguns líderes religiosos acenam insistentemente com a promessa de sucesso imediato em todas as áreas da vida, especialmente na financeira. Claro que Deus quer nos ver saudáveis e felizes, mas é Ele quem decide quando, onde e como.

A cobiça consumista tem graves consequências para nossas vidas, e a primeira delas é nosso distanciamento de Deus, porque quanto mais nos apegamos ao mundo mais nos afastamos do Senhor. Infelizmente, o consumismo é o marketing principal dos alardeadores da teologia da prosperidade, ou seja, exibir alguns que alegam ter alcançado o sucesso, dizendo que, se eles conseguiram você também pode. Mas, quando o sucesso não vem, arranjam inúmeras desculpas, e chegam ao cúmulo de culpar até Deus, como fez Adão: ―Disse o homem: ―Foi a mulher que me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi (Gênesis 3.12).

Finalmente, como já disse, o amor ao dinheiro pode levar ao afastamento de Deus e da igreja, como ocorreu com Adão e Eva, que foram expulsos do paraíso. É claro que Deus não é contra o nosso sucesso, o que Ele não quer é que o dinheiro tome o lugar dEle nas nossas vidas. Que o dinheiro seja nosso servo e não nosso deus.

 

Pr. Lúcio Barreto [Pai]

Disponível na íntegra em http://www.lagoinha.com/ibl-vida-crista/o-consumismo-tem-consumido-muitas-vidas/

Ele vem!

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Iniciamos o tempo litúrgico do Advento. Dentro das fileiras evangélicas, mesmo nas igrejas reformadas ou as que preservam um patrimônio litúrgico mais tradicional, há sempre alguma confusão e até desconforto em relação a este período do calendário cristão.

Na maioria das vezes esta estação é reduzida a uma simples preparação para o Natal, como se esperassem ainda a vinda de Jesus na gruta de Belém. Esta é uma devota regressão simplória que empobrece a esperança cristã. Muito embora o Advento também seja um tempo de leituras, orações, hinos e pregações que giram em torno das profecias do Antigo Testamento que nos prepararam para celebrar com maior gozo o evento da Encarnação do Verbo, na verdade ele ancora-se mais em um artigo do credo Niceno-constantinopolitano que fixa a seguinte proposição dogmática: “E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: e encarnou pelo Espírito Santo, no seio de Maria virgem, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; E subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim”.

Então, o tempo litúrgico que precede a solenidade do Natal é antes a prática eclesial da espera por Jesus. Estaríamos nós convictos de que Ele voltará um dia? Estaríamos nós como igreja e como cristãos, individualmente, praticando esta espera?

Jesus veio uma primeira vez, revestiu-se de humildade, fez-se pobre, vulnerável, assumiu a nossa limitação humana, sofreu fadiga, dor, fome. Chorou a perda de um amigo, sentiu o duro golpe da traição de um discípulo, angustiou-se em face do terror que o aguardava na cruz e, por fim, morreu a nossa morte (Hb 5.7; 7.26). Ressuscitado ao terceiro dia e tendo ascendido aos Céus em um corpo transfigurado há de voltar um dia e agora tanto a sua aparência como a sua condição serão completamente diferentes. Virá com poder invencível, majestade indefectível, glória imarcescível e com absoluta autoridade para julgar os vivos e os mortos e estabelecer em definitivo o Reinado de seu Pai que não terá fim.

Basílio, um eminente pai da Igreja definiu o cristão como “aquele que vive em estado permanente de espera, de vigia, a cada dia e cada hora, sabendo que o Senhor vem”. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3.16-19).

O Advento cumpre uma dupla missão na Igreja. Em primeiro lugar devolve à festa do Natal o seu sublime caráter cristocêntrico. Nos leva a testificar pelas Escrituras que as promessas feitas aos pais desde os primórdios. Ele cumpriu a sua Palavra: “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Esta é a essência do Natal que o Advento quer ajudar-nos a redescobrir e bem celebrar. A outra é: “E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Ts 1.10) e ainda: “E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória” (Mc 13:26).

Esta espera não deve paralisar-nos. A nossa espera deve ser dinâmica, nós O esperamos em atitude de vigília, oração e missão. ELE VEM!

 

Luiz Fernando Dos Santo – ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética. Leia o artigo na integra: http://www.ultimato.com.br/conteudo/advento-ele-vem

 

Evangelismo – nossa tarefa primordial

No fim de dezembro de 1996, uma grande família seu reuniu para celebrar o Natal.

Havia tanta gente na casa naquele dia festivo, que foi necessário adaptar a garagem para servir de dormitório para cinco crianças. A garagem foi mantida aquecida durante a noite por um aquecedor elétrico próximo a porta.

Nas primeiras horas da manhã, o aquecedor repentinamente pegou fogo, fechando o acesso ao ambiente. Em poucos segundos a garagem se transformou em um mar de chamas. O telefone de socorro dos bombeiros registrou a entrada de uma ligação de uma criança, já quase fora de si, dizendo: “Estou pegando fogo!”. O pai desesperado correu para dentro das chamas para tentar salvar seus filhos tão amados, sofrendo queimaduras em 50% de seu corpo. De forma trágica, as cinco crianças morreram queimadas. Todas morreram porque as grades da janela impediram a saída delas. Havia somente uma porta de acesso para a garagem, e esta ficou bloqueada pelas chamas.

Agora imagine que você pudesse voltar no tempo, somente alguns minutos antes do aquecedor se incendiar. No meio da escuridão você vê as cinco crianças dormindo tranquilas, sabendo que dentro de alguns instantes tudo será destruído pelas chamas e que elas serão carbonizadas. Agora, responda: Em sã consciência, você seria capaz de não fazer nada e ir embora despreocupadamente? É claro que não! Você precisa acordá-las e alertá-las do perigo, para que fujam rapidamente daquele alçapão mortal!

O mundo dorme tranquilamente na escuridão da ignorância. Só existe uma porta pela qual as pessoas podem escapar da morte. As grades do pecado impedem a salvação delas, ao mesmo tempo em que atraem as chamas da justiça eterna. A igreja foi confiada à tarefa de acordar as pessoas antes que seja tarde demais. Não podemos simplesmente virar as costas e sair de forma complacente. Pense em como o pai se atirou sobre as chamas. Não podia segurar seu amor. Nossa devoção para com a tarefa que Deus nos delegou é diretamente proporcional ao nosso amor pelos perdidos. Há somente alguns que nessa hora enfrentam as chamas e avisam as pessoas para fugirem (Lc 10.2).

Na verdade não temos escolha. O apóstolo Paulo declarou: “Ai de mim se não pregar o evangelho!” (1Co 9:16).

Charles Spurgeon disse: “Precisamos nos envergonhar da mera suspeita de uma falta de preocupação pelos não salvos”. Um cristão não pode ser apático à salvação do mundo. O amor de Deus nele o motivará a buscar e salvar o que está perdido.

Você provavelmente tem um tempo bastante limitado para impactar a vida de seus amigos e familiares não salvos com as boas-novas da salvação. Por isso, é importante aproveitar o curto espaço de tempo enquanto eles estão por perto. É importante notar que devemos compartilhar nossa fé com os outros todas as vezes que pudermos fazer isso. A Bíblia diz que existem somente dois momentos em que podemos fazê-lo: “… a tempo e fora de tempo” (2Tm 4:2).

Lembre-se de que você tem a tarefa primordial de repartir as boas-novas também com os entes queridos de outras pessoas. Talvez alguma pessoa tenha orado com ardor pedindo que Deus use uma testemunha fiel para tocar seu familiar, e quem sabe você seja a resposta a essa oração.

Tenha em mente a lembrança do destino que aguarda as pessoas que viessesm a morrer sem Jesus. Muitos de nós nos acomodamos nos bancos estofados de nossas igrejas e ficamos introvertidos. Nosso mundo se tornou um mosteiro sem portões. Nossas amizades se restringem às pessoas de dentro de nossa igreja, ao passo que Jesus era “amigo dos pecadores”.

Por isso, tome a decisão de separar tempo para testemunhar aos perdidos, a fim de que eles sejam salvos.

Lembre-se: todas as pessoas que morrem nos seus pecados têm encontro marcado com o Juiz do Universo. O inferno vai abrir suas mandíbulas poderosas para tragá-las. Não há tarefa mais importante do que recebermos em confiança o evangelho da salvação – trabalhar com Deus para o eterno bem-estar de uma humanidade que está rumando para a morte.

 

Ruy Comfort – Techos da Bíblia Evangelismo Em Ação

O desafio da transmissão da fé

Duas pesquisas feitas há pouco tempo, uma nos Estados Unidos e a outra no Canadá, mostram que entre 60 a 70% dos jovens que cresceram na igreja se afastam da fé e da instituição religiosa no início da fase adulta, e que a metade deles não reconhecem a tradição religiosa em que foram criados, considerando-se ateus ou agnósticos. As razões para o abandono da fé e da igreja são várias e, de certa forma, complexas.

Muitos jovens entrevistados admitiram que, em algum momento, começam a questionar o significado da fé e da Igreja.

Isso deve nos levar a refletir sobre a credibilidade da fé cristã. Estudiosos definem a secularização como o processo por meio do qual as instituições religiosas, bem como o pensamento religioso perdem sua relevância social. Porém, antes de perder a relevância social, perde-se a relevância pessoal da fé. A pergunta que devemos nos fazer é: “Quão pessoal é nossa fé?”. Se os cristãos conseguirem reconquistar o valor pessoal da fé, decerto reconquistarão sua credibilidade. Não basta termos instituições sofisticadas, dinâmicas e funcionais, precisamos de mais que isso. Precisamos de uma fé viva, de corações aquecidos pela verdade do evangelho, da alegria de Cristo que se expressa na serenidade e segurança de um relacionamento pessoal e profundo com Deus. Precisamos também da transcendência que nos leva a olhar para além do nosso mundo reduzido e limitado.

Diante do desafio de transmitir a fé para novas gerações, precisamos considerar com seriedade três dimensões que demonstram a natureza pessoal de nossa fé em Cristo.

A primeira é a necessidade de sermos intelectualmente íntegros. Os cristãos têm o compromisso de argumentar e falar em favor da verdade. Muitos jovens abandonam a fé porque encontram respostas evasivas aos grandes questionamentos, o que os leva a uma crise de confiança.

A segunda é a necessidade de sermos moralmente íntegros. A fé cristã requer de nós uma coragem moral como expressão do caráter transformado que experimentamos em Cristo. Os escândalos envolvendo líderes cristãos, o moralismo de uns e o silêncio de outros, têm provocado nas novas gerações um enorme descrédito em relação ao significado da fé.

A terceira é a necessidade de sermos espiritualmente íntegros. A fé cristã é um chamado para nos relacionarmos com a Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo. O convite de Jesus para segui-lo envolve estar com ele e não somente aprender com ele. Não podemos viver constantemente agitados e inquietos, uma vez que a justificação é um presente da graça de Deus a nós. Muitos jovens abandonam a fé porque se cansam do pragmatismo agitado, que não os inspira a uma vida de devoção.

A fé no Deus vivo da Bíblia, no Deus de nossos pais, só pode ser abraçada num relacionamento pessoal e íntegro com ele. A transmissão da fé se dá de coração para coração. É lamentável que muitos jovens estejam abandonando a fé por causa da hipocrisia de seus líderes, da superficialidade consumista de seus pais, do pragmatismo tecnológico de suas igrejas, da ausência de respostas honestas a seus dilemas e dúvidas. O sábio diz que “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29.18).

Sem uma visão clara de quem somos e para onde desejamos ir, sem a consciência de que somos um povo peregrino em terra estranha, caminhando em direção à terra que Deus nos prometeu, seremos facilmente absorvidos pela cultura que nega seu passado e não tem proposta alguma para o futuro.

 

Trechos do artigo de Ricardo Barbosa de Sousa – Disponível na íntegra em http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/362/o-desafio-da-transmissao-da-fe

 

Por que desanimamos?

Em meio a um turbilhão de pensamentos me deparei com um questionamento que me fez parar e esquecer todo o resto ou, pelo menos deixa-los para depois: “AFINAL, POR QUE DESANIMAMOS”?

Falamos tanto do povo hebreu, de seus longos 40 anos no deserto, suas murmurações e desânimos mas como somos rápidos em julgar o próximo e esquecemos de olhar para nós mesmos. E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! “Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão” (Mt 7:5).

Da mesma maneira que aquele povo hebreu viu milagres estrondosos diante de seus olhos e ouviram a voz de Deus, ainda assim tantos desanimaram no meio do caminho. Mas o que em nós pode ser tão diferente deles?

Pensando nisso comecei a conjecturar: Será que o fato de não vermos um mar se abrir é tão diferente assim dos milagres explícitos que presenciamos a todos os momentos como curas, livramentos, a Palavra que temos em mãos todos os dias? Temos o mesmo Deus que aquele povo teve, um Deus que nos ama, que fez e ainda faz tanto por nós. E por que ainda assim nos deixamos ser vencidos pelo cansaço que esta vida nos causa?

Talvez quantos de nós “permanecem” na caminhada cristã somente por interesses em bênçãos e riquezas? Quantos apenas por uma insignificante prática religiosa? Quantos por medo de ir para o inferno? E outros até para manter as aparências? Infelizmente, talvez situações assim são mais reais que possamos imaginar… E onde está o viver em simples gratidão, em obediência não pelo medo mas simplesmente por amor; em servir e buscar a Deus não por tudo que Ele pode nos dar mas sim pelo que Ele é.

Será que estamos preparados para falar como um dia Jó falou? “Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele” (Jó 13:15). O Senhor nos conhece, Ele sabe tudo a nosso respeito e um dia Cristo se fez carne e compreende perfeitamente cada uma de nossas fraquezas. Ele nos ama mesmo com todas as nossas falhas. E como disse Habacuque “mesmo não florescendo a fiqgueira e não havendo uvas na videira…ainda assim eu exultarei no meu Senhor e Nele me alegrarei…” (Hc 3.17-19).

Deus quer nos dar muitas coisas boas ainda nessa terra, mas sabe quando vamos vencer esse cansaço e todo desanimo e receber tudo que o Senhor tem para nós? Quando enfim pararmos de ter que ver para crer e passarmos a crer para ver. Quando deixarmos de ser tão instáveis. Quando aprendermos a louvar independente da situação que estivermos vivendo. Quando, ao invés de dar um telefonema para desabafar uma angústia, separarmos mais tempo para falar diretamente com Aquele que tudo pode fazer. Quando o dinheiro, o trabalho, o namoro, os estudos não estiverem à frente do nosso verdadeiro e único Deus. “Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor” (Tg 1:6-7).

Precisamos ter mais disciplina não só em nossos afazeres diários, mas primordialmente em nossa vida espiritual, nos alimentarmos com o Pão Vivo (Jo 6:51) e da Água Viva (Jo 4:13-14). Precisamos deixar o orgulho (Pv 8:13), a revolta, o rancor (Lv 19:17-18), a falsidade (Pv 26:24-26), a preguiça (Pv 6:6-11), e outros sentimentos que desagradam tanto ao Senhor. Vivemos em mundo corrompido pelo pecado, mas o Senhor nos chama como adoradores para restaurar o altar de adoração pois o Senhor diz “Naquele dia levantarei a tenda caída de Davi. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado” (Am 9:11).

Que possamos dar ao Senhor o que Ele realmente merece receber de nós e lembrarmos que somente em Deus somos fortes (2Co 12:10) e mostrar ao Senhor que estamos preparados para entrar na Nova Jerusalém que Ele tem preparado para cada um dos seus com tanto amor (1Co 2:9).

Que jamais venhamos a perder a fé, a esperança e o amor. E que o Senhor restaure e fortalece cada um de nós e toda nossa família! Amém!

Márcia Helena Corrêa