“Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim” (João 15:4).

Imagine se eu plantasse uma árvore no meu jardim em frente a minha casa, mas depois de um tempo eu decidisse que ela ficaria melhor na parte dos fundos. Passam-se alguns meses e eu voltaria a plantar a árvore na parte da frente da casa. Esta árvore não somente teria dificuldades para crescer como lutaria para sobreviver.

Algumas pessoas são assim com Deus. Decidem ir a igreja, ler a Bíblia e orar regularmente. Fazem isso por um mês e depois se retiram e desaparecem por alguns meses. Então voltam. Depois de um tempo, mais uma vez retiram-se para a vida que levavam anteriormente. Eventualmente elas voltam. Mas, procedendo assim, essas pessoas nunca irão crescer espiritualmente.

Jesus falou “Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto, se não permanecerem em mim” (João 15:4). Este é o segredo do crescimento espiritual: permanecer. E permanecer significa ficar num mesmo lugar. Para os que creem, significa manter uma relação inabalável com Deus. Significa regularidade, consistência. E resulta na produção de frutos que permanecem.

Outra maneira de permanecer é andar com Deus. 1 João 2:6 diz “aquele que afirma que permanece nele, deve andar como ele andou.” Andar significa estar em constante movimento, e isto significa ter tempo para a Palavra de Deus e para oração diária. Se você está muito ocupado, acorde mais cedo. Vá para a cama mais cedo. Você encontrará tempo para o que é importante. A verdadeira marca da conversão é o teste do tempo e dos frutos em nossas vidas. Você tem produzido frutos espirituais?

Pastor Greg Laurie,

Disponível em http://www.devocionaisdiarios.com/2016/06/osegredo-
do-crescimento-espiritual.html

A preparação para o Referendo sobre se o Reino Unido deve ou não continuar sendo membro da UE revelou uma desagradável retórica em ambos os lados da campanha. O processo de eleição presidencial nos Estados Unidos revelou divisões que se assemelham a alguns ‘reality shows’ da televisão.

Somos capazes de encontrar formas de discutir, debater e fazer as nossas ponderações na vida pública(na praça pública) através de uma persuasão fundamentada, livre de coerção, medo, força, intimidação e manipulação?

Somos capazes de tomar decisões fundamentadas no acesso à informação, na verdade e investigação imparcial?

“Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti” (João 17.20-23).

A oração de Jesus é um chamado profético para refletirmos a harmonia que vemos na Trindade. Uma unidade que demonstra amor e shalom. Fomos criados para permanecer em um relacionamento harmonioso com Deus, uns com os outros e com a Criação.

É interessante notarmos que Deus ordena a Adão e Eva em Gênesis 1.28 para “subjugarem” a terra antes da Queda em Gênesis 3. Subjugar pode significar superar, assumir ordem e controle ou terminar uma rebelião. Por que dizer isso antes da Queda? Será que a rebelião de Satanás, dos Principados e das Potestades já estava tentando roubar, matar, dividir e destruir (João 10.10) e, portanto, Deus os alertava para vigiar?

Evitando conflitos

Eva começou desafiando a serpente, mas foi influenciada pela discussão. Por que Adão não discutiu com a serpente ou com Eva sobre a decisão de comer o fruto proibido? Afinal de contas, a ordenança de não comer o fruto lhe foi dada diretamente por Deus. Será que ele evitou o conflito e o diálogo? Não há dúvida de que quando Deus os procurou, eles jogaram o ‘jogo da culpa’: culpando ao outro.

Conflitos e divergências não são intrinsecamente errados. Realmente precisamos ter um diálogo aprofundado para que a verdade seja conhecida por todos.

Em Efésios 4.25-26, somos chamados para falar a verdade e não evitarmos os conflitos, pois isso dá a Satanás uma base de apoio, permitindo a amargura e o aparecimento de atitudes e ações desagradáveis e perniciosas.

Shalom significa enfrentar o conflito com franqueza, integridade e amor. Significa descobrir a verdade. Significa que precisamos lidar com os conflitos de forma conjunta, ao invés de permitir que Satanás ganhe uma base de apoio, lembrando que a nossa verdadeira batalha não é uns com os outros, mas com os Principados e as Potestades (Ef 6.10-17).

A forma na qual lidamos com os conflitos revela as Boas Novas de Jesus.

Para levarmos isto para a vida pública, precisamos estar seguros sobre a nossa identidade diante de Deus.

Orem no Espírito em todas as ocasiões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos. (Ef 6.18).

Ore pela união dos crentes.

 

Rede Miquéias (Micah Network) é uma comunidade global de cristãos reunidos por causa de paixão e compromisso comuns com a Missão Integral. A Rede foi fundada em setembro de 1999 por René Padilla Disponivel na integra em http://www.ultimato.com.br/conteudo/desacordo-conflito-e-unidade

A expressão detox está na moda. Detox vem do inglês, que literalmente significa desintoxicação. As receitas e as dietas são muitas. Há capsulas detox, há dietas que combinam alimentos que dizem limpar o organismo das toxinas, sucos que fazem uma “faxina”. Detox virou uma marca das pessoas que almejam o padrão fitness, e para muitas pessoas, virou um “estilo de vida” mais saudável e regrada.

Assim como as dietas e sucos detox prometem eliminar as toxinas do corpo e promover emagrecimento, a espiritualidade detox tem a proposta de eliminar as toxinas da religiosidade.

Jesus, nosso maior modelo, ensinou seus discípulos a viverem uma espiritualidade sadia e equilibrada. Ele sempre se posicionou contra a espiritualidade farisaica de sua época que valorizava os estereótipos, os rótulos religiosos, os rituais vazios de devoção, um desempenho exibicionista.

A espiritualidade ensinada por Jesus é uma vida centrada no evangelho, busca da vontade de Deus e nos leva a priorizar o Reino de Deus e Sua justiça. Essa espiritualidade elimina as nossas ansiedades e nos leva a reflexão e constatação de que Deus é quem cuida de nós; e assim, por isso, não precisamos viver ansiosos, mas sim, descansar na provisão Divina. Nos leva a eliminar nossas preocupações diárias, sabendo que Deus é nosso Pai e que concede tudo que precisamos. Essa espiritualidade não nos leva para os altares, para o centro dos holofotes evangélicos, mas nos leva para o quarto. É no quarto que de fato desintoxicamos e nos tornamos discípulos de Jesus. No quarto a sós com Deus não há muitas palavras, há quietude. Não há pedidos, há momentos intensos de contemplação e adoração. No quarto Deus olha para nosso interior e nos leva a repensarmos nossas motivações, nossos preconceitos e nossas dificuldades. No quarto oramos sinceramente, sem usar expressões que demonstram nosso saber teológico. No quarto oramos como crianças conversando com o Pai. No quarto falamos e estamos diante de Deus em secreto e Ele nos vê em secreto, e em secreto trabalha em nós, a fim de sairmos do quarto quebrantados e contritos a sermos como Jesus Cristo, o filho amado. No quarto não nos exibimos, oramos. No quarto lemos as Escrituras como uma criança come sem etiquetas. Jesus nos leva para o quarto para a desintoxicação, para esmagar nosso egoísmo, para limparmos nosso coração e mente dos valores seculares,  para realinharmos nossas vidas ao centro da vontade de Deus, para assim sermos sal e luz desse mundo.

Elimine as toxinas da espiritualidade e viva um estilo de vida proposoa por Jesus, pautada na Palavra de Deus. Entregue-se a Ele e deixe que Ele governe e seja o centro de sua vida.

 

Jeferson Rodolfo Cristianini  – Artigo na íntegra disponível em  http://ultimato.com.br/sites/jovem/2016/06/27/espiritualidade-detox/

Quase todos, em algum dia, buscam respostas espirituais e existenciais para sua caminhada neste planeta. A rotina pela subsistência e até mesmo nossas realizações profissionais e familiares parecem não preencher nossas expectativas de vida.

Aconteceu assim com o apóstolo Paulo. Ele era um homem preparado intelectualmente, destacado em sua sociedade e dedicado defensor da fé judaica, porém, faltava a ele um encontro com Deus, conhecer a vontade do Senhor para sua própria vida.

No depoimento ao rei Agripa, no capítulo 26 do livro de Atos dos Apóstolos, Paulo relata que o Senhor Jesus, quando se revelou a ele na Estrada de Damasco, tinha alguns propósitos:

1. Torná-lo testemunha de Cristo

“Para isto te apareci para te constituir ministro e testemunha” (Atos 26.16). Deus nos chama para ministrarmos, para anunciarmos as verdades de Jesus. Somos testemunhas do plano de Deus e da salvação maravilhosa para todas as pessoas.

2. Dar a Paulo a segurança de que cuidaria de sua vida

“Livrando-te do povo para os quais Eu te envio (Atos 26.17). Podemos, sim, esperar livramento, segurança, proteção divina nas situações difíceis. Quando suplicamos a intervenção de Deus, devemos esperar a resposta dele! Afinal, o nosso socorro vem do Senhor.

3. Dar a Paulo uma missão

Quando o Senhor nos convoca, ganhamos uma missão, um alvo de vida. E isso é para todos os cristãos, sem exceção. “Para lhes abrires os olhos, e das trevas os converteres à luz, e do poder de Satanás a Deus (Atos 26.18a). Há muita gente sem direção na vida. Gente cega que não percebe a verdade e está apegada a superstições, mitos, lendas e mentiras. O Inimigo tem fechado os olhos de pessoas assim para que elas não creiam na verdade. Nosso chamado é levar a elas a mensagem libertadora de Cristo, que nos tirou das potestades de Satanás e nos levou até Deus.

4. Fazer do apóstolo um abençoador

Antes Paulo era um perseguidor implacável dos seguidores de Jesus, mas no caminho de Damasco, Deus o convocou para a missão de abençoar a muitos. Este também é o nosso chamado hoje: para que recebemos também perdão e herança (Atos 26.18b).

Um homem perdoado se livra de traumas e decepções do passado, começa uma nova vida, recebe uma herança eterna, uma herança que começa hoje!

Este chamado não foi somente para o apóstolo Paulo. É para todos os que também se encontraram com Cristo em seus caminhos. Veja que linda missão recebemos ao aceitarmos a fé em Jesus!

Você, meu irmão ou minha irmã, não pode perder tempo. Sua conversão tem um grande propósito. O Reino de Deus está convocando você.

 

Pr. Paulo e Pra. Claudete Brito

Paulo Brito é médico, músico e pastor presidente da Igreja Missionária Maranata. Artigo disponível em http://www.ultimato.com.br/conteudo/o-sentido-da-vida-de-paulo

Casamento é agradar ao outro para fazer a outra pessoa feliz e assim, consequentemente, também ser feliz. Mas para ter um casamento feliz é necessário, primeiramente, ter a presença de Deus em nossos relacionamentos. Colocar Jesus no centro e entregar a Ele todas as coisas, principalmente as frustrações, as crises, as dificuldades, os problemas. Somos falhos e humanos, por isso, carecemos do favor e da misericórdia de Deus. Nosso conjugue e nossa família deve ser prioridade e ter alguém em nossas vidas como prioridade deve ser algo prazeroso e jamais uma obrigação.

Nos sacrificamos pelo trabalho, filhos, ministério, amigos, então porque não pelo casamento? Porém, não podemos confundir prioridade com sufocante, pesado. Prioridade é colocar em primeiro lugar.

Num relacionamento tendemos a querer controlar todas as variáveis, todos os limites, todas as causas e por fim todos os resultados. Contudo, na maioria das vezes, nos esquecemos que resultados, envolvem percepções, comprometimento, envolvimento, dedicação, cumplicidade. Amar não significa controlar. Amar é querer a felicidade do outro, se importar com seus desejos e realizações individuais. “O amor é paciente, o amor é bondoso; não inveja, não se vangloria, não se orgulha; não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor” (1 Co 13. 4-5).

Em muitos casais as prioridades estão trocadas ou, muitas vezes, não sabemos como priorizar ou demonstrar esta priorização. Mas como demonstrar a pessoa amada é ela é primeira em nossa vida? As prioridades num relacionamento devem estar voltadas para:

1. Manter e fortalecer o sentimento que os uniu: O amor precisa ser nutrido dia a dia para que perdure no tempo através da afetividade.

2. Manter o companheiro e parceria: O companheirismo é fundamental na relação a dois e isso inclui paciência e compreensão. Ser companheiro significa entender sua maneira de ser; participar, incentivar e motivar.

3. Cultivar o diálogo sincero e honesto: Para que o casal se entenda e caminhe na mesma direção é imprescindível que tenham uma boa comunicação em palavras, gestos, olhar. Mas isso não acontece de uma hora para outra; e seu cônjuge, por mais que ame você, não pode adivinhar seus pensamentos e sentimentos.

4. Manter a cordialidade e gentileza: Muitas pessoas são extremamente agradáveis e educadas com todo mundo, mas nem sempre com o cônjuge. Na maioria das situações não é o que se diz que provoca o conflito, mas como se diz. Ser gentil demonstra consideração, respeito e carinho.

5. Ser fiel e verdadeiro: Os motivos mais comuns de discórdias e desentendimentos são as mentiras, a deslealdade e a infidelidade. O elo indestrutível de união é construído na confiança, na admiração e no desejo de proteger o outro.

7. Concordar: Aprender a concordar significa sobretudo abrir mão da sua própria vontade em favor do seu cônjuge. Ao contrário do que muitos pensam, ceder em amor não significa ser “capacho” do outro.

8. Ser paciente e saber perdoar: É importante que todo casal chegue a um acordo sempre e cumpram com aquilo que foi acordado. Cobranças e a impaciência, fazer “pirracinhas”, “joguinhos”, ser indiferente porque você acha que seu cônjuge não faz o que você julga correto só piora a situação.

Que Deus nos abençoe e guarde nossos lares.

Adaptado por Geraldo Sena e Haydêe

“De tardinha, os discípulos de Jesus desceram até o lago. Subiram num barco e começaram a atravessar o lago na direção da cidade de Cafarnaum. Quando já estava escuro, Jesus ainda não tinha vindo se encontrar com eles. De repente, um vento forte começou a soprar e a levantar as ondas” (Jo 6.16-18). Não é verdade que a paz sempre acompanha a obediência? Essa pode ter sido a expectativa dos discípulos. Eles obedeceram à ordem dada pelo Mestre, e em nenhum momento questionaram, simplesmente obedeceram.

A narrativa de João nos mostra o resultado de tal atitude. “Jesus ainda não tinha vindo se encontrar com eles.”

Tal como os discípulos, muitas vezes somos pegos no meio de uma tempestade do “ainda”: ainda não é a sua vez ou ainda não tenho seu resultado. São tantos “ainda” que muitas vezes pensamos que a nossa hora nunca vai chegar.

Eles obedeceram, e vejamos o que aconteceu: Uma noite de mar tempestuoso, e Jesus na praia. Uma coisa é sofrer por fazer coisas erradas, outra bem diferente é sofrer por fazer o que é certo.

As tempestades em nossa vida levam para longe a idéia de que se fizermos o correto não sofreremos. Os ventos sopram e nos perguntamos: Por quê? Não paramos de perguntar: Onde está Jesus? Quantas perguntas ainda faremos durante a caminhada?

É ruim enfrentar uma tempestade, ainda mais quando nos sentimos sós. A Bíblia relata que os discípulos já estavam no mar havia quase nove horas. Imaginem quantas vezes olharam tentando avistar o Mestre! Quantas vezes gritaram seu nome! Uma pergunta devia estar no ar: “por que demorava tanto?”

O Evangelho de Marcos (6.48) conta que durante a tempestade Jesus viu que os discípulos “se fatigavam”. Jesus esperou o momento certo, até perceber que era hora de chegar.

Tempo! Mesmo que você nada ouça, ele está falando. Mesmo que você nada veja, ele está agindo. É tempo de crer e lembrar que nada foge ao controle de Deus. O episódio da rota do Egito para Canaã nos ensina uma preciosa lição. O que teria feito uma viagem curta se estender por anos? Será que Deus não queria que seus filhos chegassem? Em Deuteronômio 8.2-5 temos a resposta. No deserto Deus removeu o orgulho do povo, pôs à prova o coração filhos de Israel. É claro que Deus queria que todos chegassem. Mas o desejo maior era que chegassem preparados. Certas lições só são aprendidas por meio da dor. O que Jesus está fazendo enquanto enfrentamos a dor? Ele vela por nós. Durante a tempestade Jesus estava orando, e mesmo diante do sofrimento Por quê? Ou ele não se importava ou confiava na oração!

Assim como os discípulos, nós temos de ter a mesma atitude, remar. Remamos boa parte de nossa vida. Mais luta que descanso. Existem dias de celebração, temos nossa cota de festas, mas também nossa cota de negras nuvens. Para ter a primeira precisamos suportar a segunda. Portanto, não pule fora, não desista. Quando não conseguir vê-lo confie nele. Jesus está fazendo uma oração que ele mesmo responderá.

 

Jeverton Magrão Ledo – Revista Ultimato Edição 311 Disponível em: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/311/obediencia-uma-questao-de-atitude

Uma boa notícia precisa ser dada aos encurvados. Não aos fisicamente encurvados, por causa de algum problema de coluna. Mas aos emocionalmente encurvados, aqueles que estão carregando sobre os ombros há pouco tempo ou há muito tempo o peso das coisas erradas feitas por querer ou por não querer. Quem precisa dar essa boa notícia são os pais aos seus filhos, os pastores às suas ovelhas, o pároco aos seus paroquianos, os profissionais de saúde mental aos seus pacientes, os amigos aos seus amigos.

A boa notícia é que o perdão existe. Perdão de toda coisa errada, de todo pecado, de toda transgressão, de todo equívoco, de todo crime, de toda loucura. Esse é o âmago do cristianismo. Essa é a razão pela qual Jesus veio ao mundo. Esse é o motivo pelo qual Jesus foi levado ao matadouro. Essa é a boa notícia que os missionários têm de levar até os confins da terra.

O perdão em sua plenitude é algo eticamente inadmissível. Só existe por causa da graça de Deus. A graça é maravilhosa demais, é alta demais, é larga demais, é comprida demais, é profunda demais. A graça não é prêmio, não é recompensa, não é brinde, não é sorteio, não é mercadoria, não é troco, não é pensamento positivo. A graça não é uma agradável mentira que os pastores, os párocos, os conselheiros e os psicólogos pregam para nós. Nem uma agradável mentira que nós pregamos para nós. Graça é graça e pronto.

O que pouco se sabe, o que pouco se prega, o que ainda não foi plenamente atinado, tanto pelo necessitado do perdão como pelos pregadores do perdão, é que o perdão nunca vem sozinho. Ele está atrelado a outros resultados. Quando o perdão chega, chegam também os seus componentes, os seus acompanhantes, o seu séquito, a sua trupe.

O perdão dado por Deus, o perfeito perdão, o perdão completo, o perdão proporcionado pela graça e tornado possível por causa da Sexta-feira Santa, torna-nos: livres da culpa, do remorso, da vergonha, da lembrança.

A graça de Deus é perfeita, é completa, é curativa. Deus não faz nada pela metade. O perdão cura tudo, não apenas parte, não apenas a metade, não apenas 99% do trauma. Imaginemos se Pedro ficasse livre apenas da culpa, e continuasse por toda a vida com o remorso, a vergonha e a lembrança daquele fracasso da tríplice negação!

Essa pastoral está firmada na promessa de Deus a Jerusalém: “Não tenha medo, pois não provarás mais vergonha, não te sintas mais ultrajada, pois não precisarás enrubescer, esquecerás a vergonha de tua adolescência, a chacota sobre a tua viuvez, não te lembrarás mais dela!” (Is 54.4).

Artigo publicado originalmente na revista Ultimato 360, seção Abertura. Disponível em http://www.ultimato.com.br/conteudo/o-sequito-do-perdao

Nestes dias de tanta turbulência política em nosso país, acredito que a parábola da figueira contada por Jesus (Lucas 13.1-9) pode nos ensinar uma preciosa lição.

Jesus conta que um homem tinha uma figueira, foi procurar fruto nela, não achou, e mandou cortá-la. O agricultor pediu um ano para cuidar dela e, se no futuro, a figueira continuasse sem fruto, então poderia cortar. Jesus conta esta parábola no momento em que disseram a ele que Pilatos assassinara alguns galileus, enquanto eles faziam os sacrifícios exigidos pela Lei no Templo do Senhor. Contudo, Jesus responde a isso, afirmando que esses galileus não eram mais pecadores do que os outros por terem sofrido desta forma, tampouco os dezoito que morreram quando caíram sobre eles a Torre de Siloé eram mais pecadores do que os outros habitantes de Jerusalém.

O que tem a ver o assassinato dos galileus, os dezoito que morreram na Torre de Siloé, o fato de serem mais pecadores ou não do que os outros que viveram e a parábola da figueira infrutífera? E o que isso tem a ver com o Brasil de hoje?

Precisamos voltar um pouquinho no texto. No capítulo 12 de Lucas, Jesus traz uma série de advertências e motivações, tais como: cuidado com o fermento dos fariseus; não tenham medo dos que matam o corpo, tenham medo daquele que pode matar o corpo e depois lançar no inferno; esta noite pedirão sua alma; não se preocupem quanto ao que comer e vestir, busquem o Reino de Deus e todas essas coisas lhes serão acrescentadas; façam tesouros no céu; estejam preparados, porque o Filho do homem virá; hipócritas!

Jesus diz que aquelas pessoas mortas não eram as mais pecadoras por terem sofrido dequela maneira. Pilatos é uma autoridade romana, prefeito da Judeia, juiz que condena Jesus à morte, e que mata os galileus que estavam no templo oferecendo sacrifícios. Os dezoito que morreram ao cair a Torre de Siloé eram funcionários do governo romano que estavam construindo essa torre, possivelmente, com dinheiro desviado do templo. Josefo, historiador judeu do primeiro século, relata que Pilatos teria se apropriado dos tesouros do templo para construir esta torre que servia para o abastecimento de água da cidade.

Então são duas questões claramente políticas, mas Jesus, neste momento, não emite nenhuma palavra de condenação a Pilatos, ao governo romano, à corrupção. O que Jesus faz é chamar os próprios judeus ao arrependimento. Se não, todos perecereis!

Pensando neste texto e neste difícil momento político que estamos vivendo, acredito que precisamos falar menos e acusar menos (2 Co 7.14). As pessoas chegam para Jesus e dizem que o problema está no governo, está em Pilatos, está com os romanos. Mas, elas não ouvem as advertências de Lucas 12. Tiram o foco de si mesmas e se justificam acusando a outros pelo mal. Mas Jesus diz: olhem para dentro de si.

A preciosa lição de Jesus para nós é que precisamos olhar para os nossos pecados, para nós mesmos. O profeta em 2 Crônicas 7.14 diz: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra”. A solução para nosso país acontecerá quando o povo de Deus se humilhar, orar, se arrepender! Precisamos ser honestos, pois sabemos que há muita corrupção em nossas denominações, igrejas e em nossa própria vida!

Jesus nos alerta para que antes que acusemos alguém ou coloquemos a responsabilidade pelo sofrimento em algum poder político, devemos nós mesmos nos arrepender! Se queremos ter um Brasil melhor, mais justo, mais santo, com menos desigualdade social, que comecemos por nós mesmos, por nossas igrejas e denominações! Nós somos a figueira e precisamos frutificar. Que Deus traga salvação a nós, nos limpando, alimentando nossa alma, e que em breve, Ele encontre muitos frutos em nós!

 

Maurício Jaccoud da Costa – pastor e missionário da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo e Doutorando em Teologia.Artigo na integra disponível em

http://www.ultimato.com.br/conteudo/a-parabola-da-figueira-e-a-nossa-crise-atual

“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos; não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Coríntios 4:16-18).

A perseverança é o emblema distintivo dos verdadeiros santos. A vida cristã não é apenas um início nos caminhos de Deus, mas também a continuação da mesma, enquanto a vida dura.

Dá-se com o cristão, aquilo que se deu com Napoleão, ele disse: “A vitória fez de mim o que sou, e a vitória deve manter-me assim.” Então, sob Deus, querido irmão no Senhor, a vitória fez com que você seja o que você é, e ela deve mantê-lo assim. Seu lema deve ser: “Excelente”. Somente é um verdadeiro vencedor, e será coroado no final, quem permanece firme até que a trombeta de guerra não seja mais tocada.

A perseverança é, portanto, um alvo para todos os nossos inimigos espirituais.

O mundo não se opõe a que você seja cristão por um tempo, se ele puder tentá-lo a cessar a sua peregrinação, e a se estabelecer para comprar e vender com ele na Soberba da Vida. A carne vai procurar iludi-lo, e para evitar o seu esforço para a glória. “É um trabalho cansativo ser um peregrino, vem, desista! Devo sempre ser humilhado? Nunca serei indulgente? Dê-me, pelo menos, uma licença nesta guerra constante.”

Satanás fará muitos ataques ferozes à sua perseverança, que deixarão cicatrizes para todos os seus dardos inflamados. Ele se esforçará para impedi-lo de realizar o seu serviço: ele vai insinuar que aquilo que você está fazendo não é bom, e que deve descansar. Ele fará o possível para torná-lo cansado de sofrer, ele vai sussurrar: “Amaldiçoe a Deus e morra.” Ou ele atacará sua firmeza : “Qual é a vantagem de ser tão zeloso? Fique quieto como os demais; sonhe como os demais, e deixe a sua lâmpada apagar como as outras virgens fizeram.” Ou ele atacará as suas convicções doutrinárias: “Por que você está apegado a estes credos denominacionais?”

Portanto, use seu escudo, cristão, próximo de sua armadura, e clame fortemente a Deus, para que, pelo seu Espírito, você possa perseverar até o fim.

 

Charles Haddon Spurgeon – Traduzido e Adaptado por Pr Silvio Dutra

http://estudos.gospelmais.com.br/permanecer-firmes-na-fe-atos-14-22.html

 

Há poucos dias, uma amiga jornalista enviou-me um e-mail à procura de super-mães para uma de suas matérias. Ela tratou logo de explicar aos leitores de sua mensagem: “Ok, para você, a sua mãe é super. Porém, preciso de histórias realmente diferentes”. Quando li, abri aquele sorrisinho; não pelo alvo da matéria, mas por, nós filhos, acharmos de imediato a história das nossas mães de fato super, ainda que a mídia não a considere tanto assim. Cheguei a pensar por que não propunham uma matéria um pouco inversa para celebrar o dia das mães, na qual o super é o corriqueiro, o ordinário. Semelhante àquela música do Chico que, em outro contexto, diz: “Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às 6 horas da manhã…”. Quem sabe o heroísmo de nossas mães não estaria simplesmente no que há de mais simples e complexo no dia a dia.

Em nossa comunidade, é impressionante notar como tantas floresceram a um só tempo. Como uma entusiasta da maternidade, vibro com cada notícia de gravidez, demoro-me a escutá-las em seus dilemas, mudanças corporais, leituras variadas, conselhos trocados.

Há quem diga que, ao nos colocar uma criança nos braços, Deus nos mostra que continua acreditando em nós, seres humanos. Acho que ele nos dá igualmente mais uma amostra para que acreditemos nele, Deus. Se a epístola de Romanos nos leva a refletir sobre a imensidão do Criador diante dos grandes feitos exteriores a nós, a maternidade nos leva ao interior, ao modo assombrosamente maravilhoso pelo qual somos criados. Reflito ainda nas tantas variáveis que permitem ou não uma gravidez. Algumas destas mamães relatam mesmo o milagre que viveram ao conceber. Outras, contam do difícil dilema de ter de lidar com alguma anormalidade inexplicável do filho concebido. E há ainda aquelas que explicam como tudo foi tão simples, e mesmo planejado.

Chego à pergunta que tão bem nos fazem as crianças em certo momento: “de onde vim?”; e contemplo o que vem antes da narração de todas essas histórias: a beleza de ter Deus escolhido não um ovo, uma célula solitária que se multiplica, mas a relação de amor entre um homem e uma mulher para dar origem a uma nova vida. Tudo isso é mistério, é graça. Ressoa em meus ouvidos a voz do anjo: “Salve, cheia de graça!”. É isso que cada uma delas carrega dentro de si: graça, muita graça! Graça que transborda, que testifica, que inspira, que insiste em se fazer palavra quando é só contemplação e deleite no Senhor da graça.

Que Deus as abençoe, mamães cheias de graça. Ele de certo é com vocês.

 

Mariana Furst – Disponível na íntegra em Editora UltimatoOnline

http://www.ultimato.com.br/conteudo/salve-mamaes-cheias-de-graca#mae