Buscando a vontade de Deus

Nós aprendemos desde cedo que precisamos tomar decisões importantes na nossa vida. Algumas escolhas são rápidas e tranqüilas, outras, porém, bastante complicadas. É por isso que todos nós, em algum momento, vamos precisar de orientação, mesmo que muitos não gostem de admitir isso. Deus tem um plano para cada um, especialmente para seus filhos.

Essa crença numa direção vinda de Deus se baseia em dois fatos fundamentais: a realidade do plano de Deus para nós e a capacidade e vontade de Deus de se comunicar conosco. Ele tem um plano para nós e quer nos mostrá-lo.

São muitos os textos bíblicos que mostram como Deus quer dirigir a nossa vida e nos revelar sua vontade: “Guia o humilde na justiça e ensina ao manso o seu caminho” (Sl 25.9). “Ao homem que teme ao Senhor, ele o instruirá no caminho que deve escolher” (Sl 25.12). “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e sob minhas vistas te darei conselho” (Sl 32.8).

Mas a direção de Deus para nossa vida não vem pronta ou empacotada como gostaríamos. É preciso conhecer a vontade geral de Deus expressa na Bíblia e também estar atento; saber ler nas entrelinhas da vida cada instrução. É impossível prever o que vai acontecer na próxima esquina. Não adianta querer adivinhar onde e como nós estaremos [no final de 2017] ou daqui a cinco ou dez anos, pois Deus nos conduz passo a passo, para que aprendamos a esperar por ele e obedecer-Lhe.

Vejamos o que Tiago escreve sobre os projetos que fazemos para nossa vida: “Atendei, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros. Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, apenas, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa. Em vez disso, devíeis dizer: se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tg 4.13-15).

O fato de confiarmos em Deus e sabermos que ele supera nossas melhores expectativas não quer dizer que ele realizará todos os nossos desejos, nem que tudo acontecerá da forma como planejamos. Em nossas orações devemos pedir que Deus nos conduza a realizar aquilo que ele está abençoando, e não que abençoe aquilo que nós estamos fazendo. Quando temos a atitude correta, recebemos mais do que pedimos ou pensamos.

Se você tem dúvidas sobre qual é a vontade de Deus para sua vida, preste atenção: Deus jamais mostrará algo para sua vida particular que esteja fora da sua vontade geral, revelada em sua Palavra. “Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele” (Is 30.21).

Em nossa caminhada, mal conseguimos enxergar a próxima curva, mas o Senhor vê lá na frente, de maneira perfeita. Podemos ir sozinhos no escuro ou ir com a mais potente de todas as lanternas a nos guiar e iluminar o caminho. A escolha é nossa!

 

Jeverton Magrão Ledo

Disponível em http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/314/buscando-a-vontade-de-deus

Que Deus possa conduzir nossos caminhos e que possamos ter a certeza de que Ele é por nós em todos os momentos!!! Um 2017 cheio das bênçãos, do amor e da paz do nosso Senhor Jesus! A Ele a glória!!!

Ele vem!

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus” (Ap 22.20).

Iniciamos o tempo litúrgico do Advento. Dentro das fileiras evangélicas, mesmo nas igrejas reformadas ou as que preservam um patrimônio litúrgico mais tradicional, há sempre alguma confusão e até desconforto em relação a este período do calendário cristão.

Na maioria das vezes esta estação é reduzida a uma simples preparação para o Natal, como se esperassem ainda a vinda de Jesus na gruta de Belém. Esta é uma devota regressão simplória que empobrece a esperança cristã. Muito embora o Advento também seja um tempo de leituras, orações, hinos e pregações que giram em torno das profecias do Antigo Testamento que nos prepararam para celebrar com maior gozo o evento da Encarnação do Verbo, na verdade ele ancora-se mais em um artigo do credo Niceno-constantinopolitano que fixa a seguinte proposição dogmática: “E, por nós, homens, e para a nossa salvação, desceu dos céus: e encarnou pelo Espírito Santo, no seio de Maria virgem, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; E subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim”.

Então, o tempo litúrgico que precede a solenidade do Natal é antes a prática eclesial da espera por Jesus. Estaríamos nós convictos de que Ele voltará um dia? Estaríamos nós como igreja e como cristãos, individualmente, praticando esta espera?

Jesus veio uma primeira vez, revestiu-se de humildade, fez-se pobre, vulnerável, assumiu a nossa limitação humana, sofreu fadiga, dor, fome. Chorou a perda de um amigo, sentiu o duro golpe da traição de um discípulo, angustiou-se em face do terror que o aguardava na cruz e, por fim, morreu a nossa morte (Hb 5.7; 7.26). Ressuscitado ao terceiro dia e tendo ascendido aos Céus em um corpo transfigurado há de voltar um dia e agora tanto a sua aparência como a sua condição serão completamente diferentes. Virá com poder invencível, majestade indefectível, glória imarcescível e com absoluta autoridade para julgar os vivos e os mortos e estabelecer em definitivo o Reinado de seu Pai que não terá fim.

Basílio, um eminente pai da Igreja definiu o cristão como “aquele que vive em estado permanente de espera, de vigia, a cada dia e cada hora, sabendo que o Senhor vem”. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” (Jo 3.16-19).

O Advento cumpre uma dupla missão na Igreja. Em primeiro lugar devolve à festa do Natal o seu sublime caráter cristocêntrico. Nos leva a testificar pelas Escrituras que as promessas feitas aos pais desde os primórdios. Ele cumpriu a sua Palavra: “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). Esta é a essência do Natal que o Advento quer ajudar-nos a redescobrir e bem celebrar. A outra é: “E esperar dos céus o seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura” (1 Ts 1.10) e ainda: “E então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória” (Mc 13:26).

Esta espera não deve paralisar-nos. A nossa espera deve ser dinâmica, nós O esperamos em atitude de vigília, oração e missão. ELE VEM!

 

Luiz Fernando Dos Santo – ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética. Leia o artigo na integra: http://www.ultimato.com.br/conteudo/advento-ele-vem

 

O desafio da transmissão da fé

Duas pesquisas feitas há pouco tempo, uma nos Estados Unidos e a outra no Canadá, mostram que entre 60 a 70% dos jovens que cresceram na igreja se afastam da fé e da instituição religiosa no início da fase adulta, e que a metade deles não reconhecem a tradição religiosa em que foram criados, considerando-se ateus ou agnósticos. As razões para o abandono da fé e da igreja são várias e, de certa forma, complexas.

Muitos jovens entrevistados admitiram que, em algum momento, começam a questionar o significado da fé e da Igreja.

Isso deve nos levar a refletir sobre a credibilidade da fé cristã. Estudiosos definem a secularização como o processo por meio do qual as instituições religiosas, bem como o pensamento religioso perdem sua relevância social. Porém, antes de perder a relevância social, perde-se a relevância pessoal da fé. A pergunta que devemos nos fazer é: “Quão pessoal é nossa fé?”. Se os cristãos conseguirem reconquistar o valor pessoal da fé, decerto reconquistarão sua credibilidade. Não basta termos instituições sofisticadas, dinâmicas e funcionais, precisamos de mais que isso. Precisamos de uma fé viva, de corações aquecidos pela verdade do evangelho, da alegria de Cristo que se expressa na serenidade e segurança de um relacionamento pessoal e profundo com Deus. Precisamos também da transcendência que nos leva a olhar para além do nosso mundo reduzido e limitado.

Diante do desafio de transmitir a fé para novas gerações, precisamos considerar com seriedade três dimensões que demonstram a natureza pessoal de nossa fé em Cristo.

A primeira é a necessidade de sermos intelectualmente íntegros. Os cristãos têm o compromisso de argumentar e falar em favor da verdade. Muitos jovens abandonam a fé porque encontram respostas evasivas aos grandes questionamentos, o que os leva a uma crise de confiança.

A segunda é a necessidade de sermos moralmente íntegros. A fé cristã requer de nós uma coragem moral como expressão do caráter transformado que experimentamos em Cristo. Os escândalos envolvendo líderes cristãos, o moralismo de uns e o silêncio de outros, têm provocado nas novas gerações um enorme descrédito em relação ao significado da fé.

A terceira é a necessidade de sermos espiritualmente íntegros. A fé cristã é um chamado para nos relacionarmos com a Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo. O convite de Jesus para segui-lo envolve estar com ele e não somente aprender com ele. Não podemos viver constantemente agitados e inquietos, uma vez que a justificação é um presente da graça de Deus a nós. Muitos jovens abandonam a fé porque se cansam do pragmatismo agitado, que não os inspira a uma vida de devoção.

A fé no Deus vivo da Bíblia, no Deus de nossos pais, só pode ser abraçada num relacionamento pessoal e íntegro com ele. A transmissão da fé se dá de coração para coração. É lamentável que muitos jovens estejam abandonando a fé por causa da hipocrisia de seus líderes, da superficialidade consumista de seus pais, do pragmatismo tecnológico de suas igrejas, da ausência de respostas honestas a seus dilemas e dúvidas. O sábio diz que “não havendo profecia, o povo se corrompe” (Pv 29.18).

Sem uma visão clara de quem somos e para onde desejamos ir, sem a consciência de que somos um povo peregrino em terra estranha, caminhando em direção à terra que Deus nos prometeu, seremos facilmente absorvidos pela cultura que nega seu passado e não tem proposta alguma para o futuro.

 

Trechos do artigo de Ricardo Barbosa de Sousa – Disponível na íntegra em http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/362/o-desafio-da-transmissao-da-fe

 

Por que desanimamos?

Em meio a um turbilhão de pensamentos me deparei com um questionamento que me fez parar e esquecer todo o resto ou, pelo menos deixa-los para depois: “AFINAL, POR QUE DESANIMAMOS”?

Falamos tanto do povo hebreu, de seus longos 40 anos no deserto, suas murmurações e desânimos mas como somos rápidos em julgar o próximo e esquecemos de olhar para nós mesmos. E como podes dizer a teu irmão: Permite-me remover o cisco do teu olho, quando há uma viga no teu? Hipócrita! “Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás ver com clareza para tirar o cisco do olho de teu irmão” (Mt 7:5).

Da mesma maneira que aquele povo hebreu viu milagres estrondosos diante de seus olhos e ouviram a voz de Deus, ainda assim tantos desanimaram no meio do caminho. Mas o que em nós pode ser tão diferente deles?

Pensando nisso comecei a conjecturar: Será que o fato de não vermos um mar se abrir é tão diferente assim dos milagres explícitos que presenciamos a todos os momentos como curas, livramentos, a Palavra que temos em mãos todos os dias? Temos o mesmo Deus que aquele povo teve, um Deus que nos ama, que fez e ainda faz tanto por nós. E por que ainda assim nos deixamos ser vencidos pelo cansaço que esta vida nos causa?

Talvez quantos de nós “permanecem” na caminhada cristã somente por interesses em bênçãos e riquezas? Quantos apenas por uma insignificante prática religiosa? Quantos por medo de ir para o inferno? E outros até para manter as aparências? Infelizmente, talvez situações assim são mais reais que possamos imaginar… E onde está o viver em simples gratidão, em obediência não pelo medo mas simplesmente por amor; em servir e buscar a Deus não por tudo que Ele pode nos dar mas sim pelo que Ele é.

Será que estamos preparados para falar como um dia Jó falou? “Ainda que ele me mate, nele esperarei; contudo os meus caminhos defenderei diante dele” (Jó 13:15). O Senhor nos conhece, Ele sabe tudo a nosso respeito e um dia Cristo se fez carne e compreende perfeitamente cada uma de nossas fraquezas. Ele nos ama mesmo com todas as nossas falhas. E como disse Habacuque “mesmo não florescendo a fiqgueira e não havendo uvas na videira…ainda assim eu exultarei no meu Senhor e Nele me alegrarei…” (Hc 3.17-19).

Deus quer nos dar muitas coisas boas ainda nessa terra, mas sabe quando vamos vencer esse cansaço e todo desanimo e receber tudo que o Senhor tem para nós? Quando enfim pararmos de ter que ver para crer e passarmos a crer para ver. Quando deixarmos de ser tão instáveis. Quando aprendermos a louvar independente da situação que estivermos vivendo. Quando, ao invés de dar um telefonema para desabafar uma angústia, separarmos mais tempo para falar diretamente com Aquele que tudo pode fazer. Quando o dinheiro, o trabalho, o namoro, os estudos não estiverem à frente do nosso verdadeiro e único Deus. “Peça-a, porém, com fé, sem duvidar, pois aquele que duvida é semelhante à onda do mar, levada e agitada pelo vento. Não pense tal homem que receberá coisa alguma do Senhor” (Tg 1:6-7).

Precisamos ter mais disciplina não só em nossos afazeres diários, mas primordialmente em nossa vida espiritual, nos alimentarmos com o Pão Vivo (Jo 6:51) e da Água Viva (Jo 4:13-14). Precisamos deixar o orgulho (Pv 8:13), a revolta, o rancor (Lv 19:17-18), a falsidade (Pv 26:24-26), a preguiça (Pv 6:6-11), e outros sentimentos que desagradam tanto ao Senhor. Vivemos em mundo corrompido pelo pecado, mas o Senhor nos chama como adoradores para restaurar o altar de adoração pois o Senhor diz “Naquele dia levantarei a tenda caída de Davi. Consertarei o que estiver quebrado, e restaurarei as suas ruínas. Eu a reerguerei, para que seja como era no passado” (Am 9:11).

Que possamos dar ao Senhor o que Ele realmente merece receber de nós e lembrarmos que somente em Deus somos fortes (2Co 12:10) e mostrar ao Senhor que estamos preparados para entrar na Nova Jerusalém que Ele tem preparado para cada um dos seus com tanto amor (1Co 2:9).

Que jamais venhamos a perder a fé, a esperança e o amor. E que o Senhor restaure e fortalece cada um de nós e toda nossa família! Amém!

Márcia Helena Corrêa

A redação do ENEM e a intolerância religiosa

Tendo em vista alguns acontecimentos recentes envolvendo questões religiosas, como a série de atentados em Paris e o caso da jovem que usava roupas brancas – características de alguns rituais de origem africana –, e foi apedrejada no Rio de Janeiro, o tema “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, escolhido pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para a redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) na última semana, não causou surpresa.

Durante o I Congresso Internacional de Ciências da Religião da Universidade Mackenzie, Ultimato ouviu o historiador e pós-doutor em História da Educação, Paulo de Assunção, sobre o assunto. Para o professor Paulo, que coordenou a mesa “Religião e os desafios da sociedade contemporânea”, a cobrança de uma proposta resolutiva do candidato ao Enen talvez não seja a melhor opção para o contexto do exame e para um tema como esse. Seria preciso incitar primeiramente o pensamento crítico antes de propor respostas. Pois assim não se coloca em jogo ideias reflexivas, mas sim a discussão, por exemplo, do que seria essa intolerância? Como entender esse fenômeno?

Pensando em um exame que surgiu para avaliar o desempenho dos estudantes que concluíram o ensino médio, essa exigência do apontamento de soluções na redação revela que nossa sociedade quer respostas, de qualquer maneira, a qualquer custo. E coloca sobre o jovem, a responsabilidade da busca por esse caminho.

Segundo ele, não é em um sistema de avaliação como o Enem que isso deveria ser feito”, continua o historiador. Para o professor, essa captação de ideias e abordagens poderia ser feita na sala de aula, com diálogo, com troca de experiências entre os alunos. E, além disso, é preciso pensar também como o ensino sobre “religiões” vem sendo tratado no país. Um ensino superior sem um discurso específico e cuidadoso em relação à religião acaba por reproduzir defasagens e estereótipos. Além disso, é preciso cuidado e atenção à qualificação de quem trabalha nos ensinos fundamental e médio, atuando na formação dos indivíduo.

Para o professor, é preciso ainda pensar a intolerância religiosa em um contexto amplo. “É a tolerância religiosa do judeu em relação ao católico? Do católico em relação ao protestante? Do protestante em relação ao muçulmano?” Em cada cenário haverá contornos diferentes, sempre haverá um olhar diferente, sendo sempre uma via de mão dupla. Apesar dos atentados e outras formas de violência física tomarem as manchetes dos noticiários, é válido lembrar que a intolerância religiosa pode ocorrer também pela agressão verbal, psicológica e simbólica.

Em certas religiões, é possível falar de intolerância até dentro de seus próprios sistemas, com a formação de elites que não toleram a ideia de contaminação com castas ou grupos tidos como inferiores.

Se todos forem iguais, não existirá ninguém que se destaque”, conclui Paulo.

 

Fragmentos da Reportagem: Amanda Almeida

Disponível em http://www.ultimato.com.br/conteudo/a-redacao-do-enem-e-a-intolerancia-religiosa

Crente ou Cristão

“Todo cristão é crente mas nem todo crente é cristão”

Com o passar do tempo comecei a perceber a diferença que entre crente e cristão. São palavras parecidas mas totalmente diferentes.

Crente: aquele que crê em alguma coisa que acredita ou tem convicção.

Cristão: compatível com os princípios do cristianismo, que crê em Cristo.

Em Tiago, capítulo 2, está uma das melhores provas de que ser crente não significa nada: “não salva”:  “Você crê que existe um só Deus?” “Até mesmo os demônios creem e tremem” (vers.19). Crer que Deus existe não é suficiente mas é preciso viver e dar testemunho de Sua Palavra, fazer a vontade de Deus. Isso é ser cristão, isso é ser seguidor de Cristo.

Cristão é aquele que anda como Cristo andou, que nega a si mesmo, que ama como Cristo amou, que perdoa como Cristo perdoou e por ai vai. Cristão é aquele que testemunha Cristo em tudo que faz, em todas as áreas de sua vida. Suas atitudes espelham a Cristo.

Infelizmente, hoje, muitas pessoas estão confusas com relação ao que são e, muitas acham que ser crente é apenas dizer “sou crente”, mas seguem sua vida longe de Deus e de Sua Palavra.

Ser crente é fácil. Ser cristão já mais mais complicado. Crente é “porta larga”, cristão é a “porta estreita”.

 

Fernanda Labarrere

“Finalmente irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor pensem nessas coisas. Ponham em pratica tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram de mim. E o Deus da paz estará com vocês” (Filipenses 4:8-9).

A Bíblia diz que um cristão verdadeiro tem prazer e, voluntariamente, faz a vontade e obedece a Deus e seus mandamentos. Quando temos nossa vida mudada pela Palavra de Deus queremos agir diferente, ser diferente, pois somos transformados pela presença genuína do Espírito Santo de Deus em nós. A partir de então vivemos uma vida separada, consagrada.

Assim, ser cristão é ser herança, co-herdaeiro das promessas de Deus.

Deixe o novo homem nascer em você e deixe que Deus tome a direção de sua vida.

 

Pr. Geraldo Sena

Diversões perigosas

Em qualquer lugar do planeta terra, estaremos sujeitos a uma força muito grande e constante, porém invisível e silenciosa: a gravidade. Por um instante, pode parecer que faltam evidências de sua existência, mas ela está presente e pronta, digamos assim, para nos derrubar ou para tirarmos proveito dela.

Assim também acontece com as forças espirituais.

Os poderes das trevas estão ativos em todo o tempo com o propósito de nos dominar. “Quem está de pé cuide para que não caia” (1 Coríntios 10.12). Como se não bastasse o risco permanente, ainda surgem outras forças que nos empurram. Tentações e provações de todo tipo nos pressionam com ímpeto todos os dias. “Desceu a chuva, correram os rios, assopraram os ventos e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda” (Mateus 7.27).

A vigilância, embora necessária, não supre a falta do bom alicerce, ou seja, da fé, do conhecimento bíblico, do compromisso com Deus mediante Jesus Cristo e da obediência.

Observe que a maior parte dos brinquedos nos parques de diversão “brincam” com a lei da gravidade. Os escorregadores vão “crescendo” com a idade das crianças, até que se tornem toboáguas gigantescos. Depois vêm os esportes radicais, sempre desafiando a gravidade e brincando com a morte. Seus praticantes querem ir cada vez mais longe, mais alto e mais rápido, sempre em busca de mais adrenalina. Geralmente, a brincadeira dá certo e é por isso que as pessoas continuam praticando. Algumas vezes, porém, dá errado, e o resultado é fatal. A brincadeira pode tornar-se tragédia. A pratica mais extrema desse tipo talvez seja a queda livre dos que pulam de um avião. Enquanto não se chega ao chão, tudo parece bom e divertido.

Assim acontece com o pecado. Vamos repetindo sua diversão sempre na esperança de que o paraquedas funcione, que a polícia não chegue, que ninguém descubra, que não haja overdose nem doenças venéreas ou gravidez indesejada…

“Porquanto não se executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para fazer o mal” (Eclesiastes 8.11).

A história de Sansão foi assim. A prostituição tornou-se seu pecado habitual. Ele sempre se saía bem e escapava dos inimigos filisteus. Sua autoconfiança era cada vez maior, mas uma vez deu errado e ele se arrebentou (Juízes cap. 13-16)

Uma única vez pode ser suficiente para destruir tudo.

Entretanto, não podemos nos esquecer do poder de Deus, que também está disponível o tempo todo, mas precisamos apelar para ele antes que seja tarde demais.

Não brinque com o pecado. Clame ao Senhor pelo perdão. O inimigo quer nos derrubar, mas Deus está pronto para nos levantar.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte” (Rm 8.1-2).

 

Pr. Anísio Renato de Andrade

fonte: http://www.blogdojadieloliveira.com.br/noticias/reflexao/666046

Aprendendo a ser uma comunidade de discípulos

Hoje é uma noite muito especial e, nesse momento, não tem como voltar ao passado. Há exatamente 10 anos atrás, em outubro de 2006, nascia a Igreja Batista Tabernaculo de Deus – nossa IBTD. Este mês completamos dez anos que caminhamos juntos buscando fazer a vontade de Deus ao levar Suas Boas Novas.

Foi uma caminhada longa. Houve muitos choros, tristezas, debates, muitos clamores pela cura, milagres e misericórdia do Senhor; muitas pessoas que chegaram e também se foram. Porem, em tudo o Senhor ia nos fortalecendo, e assim, nossa fé também foi amadurecendo. Pois, infinitas também foram muitas as orações respondidas, as conquistas, os sonhos e conquistas realizados, a cura tão buscada, tudo para a glória de Deus! Buscamos em primeiro lugar os sonhos de Deus, o Teu reino e a tua justiça; e a mão de Deus esteve sempre conosco, nos guiou e continua os guiando. Só Deus é nosso consolo e só Ele restaura nossas forças e nos traz a paz. 2Cr 16:9 diz assim: “Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele”.

Hoje sinto-me com ocriança um presente novo tão esperado e lembro-me da vida de José, um rapaz sonhador, mas que sonhava os sonhos de Deus. Vendido pelso irmãos com oescravo, Jose chegou ao Egito como ninguém. Mas o Senhor Deus em sua infinita misericórdia levantou aquele humilde rapaz como governador daquele lugar. Durante estes 10 anos procuramos buscar os sonhos de Deus e minha oração é que possamos permanecer rumo a este alvo em unidade e amor. Que o Espirirto Santo de Deus invada nossos corações nos fazendo a cada dia nova criatura e que o Seu amor rein em nossas vidas.

As lutas , frustrações, e dificuldades que por ventura virão não nos separará do amor de Cristo nem nos fará esquecer que nossa segurança, consolo e esperança estão em Cristo. Esta é nossa convicção: a certeza da fé e a certeza da salvação. E por este motivo, sempre juntos, cantaremos, entoaremos cânticos de louvor e gratidão ao Senhor.

Seja qual for a tua luta, os teus desafios, limitações, não desanime! Para Deus não há impossível. Uma nova historia começa hoje.

Que Deus abençoe a cada um.

“Alegrem-se na esperança, sejam pacientes na tribulação, perseverem na oração” (Romanos 12:12). “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo” (Romanos 15:13).

Pr. Geraldo Sena

 

O guarda-chuva da maravilhosa graça

Não há nada melhor do que estar sob a graça! É melhor do que estar sob o medo, sob a culpa, sob o juízo, sob a lei, a vara, sob o açoite.

Em seu livro “Maravilhosa Graça”, Philip Yancey confessa que é difícil definir a palavra graça em seu sentido religioso. Mas ele acaba dizendo, com grande acerto, que a “graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais — nenhuma quantidade de renúncia, nenhuma quantidade de conhecimento recebida em seminários e faculdades de teologia, nenhuma quantidade de cruzadas em benefício de causas justas.” Ele vai mais além: “E a graça significa que não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos — nenhuma quantidade de racismo ou orgulho, pornografia ou adultério, ou até mesmo homicídio”. A palavra final é: “A graça significa que Deus já nos ama tanto quanto é possível um Deus infinito nos amar” (p. 71).

É por essa razão que João afirma: “Deus é amor” (1Jo 4.8). É por essa razão que a passagem mais memorizada das Escrituras é “Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho, seu único Filho, pela seguinte razão: para que ninguém precise ser condenado; para que todos, crendo nele, possam ter vida plena e eterna” (Jo 3.16, AM). É por essa razão que “Deus demonstrou quanto nos ama ao oferecer seu Filho em sacrifício por nós quando ainda éramos tão ingratos e maus para com ele” (Rm 5.8, AM).

Só a maravilhosa graça poderia colocar Tamar, Raabe e Bate-Seba (mulheres de comportamento sexual duvidoso) junto com Maria na genealogia de Jesus (Mt 1.3-6). Só a maravilhosa graça poderia escolher Salomão, aquele que [segundo julgamentos humanos] foi concebido por um adúltero e gerado por uma adúltera, para subir ao trono de Israel (1Rs 1.29-30). Só a maravilhosa graça poderia impedir que a mulher adúltera fosse apedrejada (Jo 8.11). Só a maravilhosa graça poderia receber de volta com festa o filho rebelde que rompeu com o pai e desperdiçou todos os seus bens com os prazeres transitórios do pecado (Lc 15.22-24). Só a maravilhosa graça poderia prometer o paraíso a um criminoso condenado à pena de morte, momentos antes de ele morrer (Lc 23.42-43). Só a maravilhosa graça poderia livrar Pedro de uma possível “galofobia” e mantê-lo na posição de pastor dizendo à vista de todos: “Tome conta das minhas ovelhas!” (Jo 21.15-17). Só a maravilhosa graça poderia permitir que uma [suposta] pecadora pública se aproximasse de Jesus, lavasse os pés do Senhor com suas lágrimas, enxugasse-os com seus longos cabelos e os beijasse efusivamente, para, depois, ouvir à viva voz as inimagináveis palavras: “Eu perdoo os seus pecados” (Lc 7.36-50). Só a maravilhosa graça poderia transformar Saulo, o implacável perseguidor dos cristãos, em Paulo, o mais notável de todos os missionários cristãos (At 9.15).

Todos os que estão debaixo do enorme guarda-chuva da graça não carregam mais o peso da culpa, nem o peso do remorso, nem o peso da vergonha, nem o peso da lembrança de qualquer dívida.

Em seu livro “O Meu Cálice Transborda”, Glenio Fonseca Paranaguá afirma que “o princípio da graça é transformar débito em crédito, miséria em abundância, fraqueza em força, enfermidade em saúde, pecado em santidade, inferno em céu”!

Que guarda-chuva, ó meu Deus!

Que a maravilhosa graça do Senhor esteja sobre nós.

Adaptado de “O guarda chuva da maravilhosa graça”

Disponível em: http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/360/o-guarda-chuva-da-maravilhosa-graca

O desafio dos quarenta dias

Alguns números aparecem com frequência na Bíblia, relacionados a situações que lhes conferem grande valor simbólico. É o caso do número 40, quase sempre ligado às tribulações, crises, desafios e dificuldades.

O dilúvio durou 40 dias e 40 noites (Gn.7.4). Depois, Noé e sua família começaram uma “vida nova”. Moisés esteve no monte jejuando durante 40 dias. No final, e não antes, recebeu as tábuas da lei (Ex.24.18; 34.28; Dt.9.9-11,18). Os espias estiveram em Canaã durante 40 dias, correndo o risco de serem mortos. Depois viria a conquista da terra, mas o povo retrocedeu, o que transformou o prazo inicial em uma peregrinação de 40 anos (Nm.13.25; 32.13). O gigante Golias afrontou Israel durante 40 dias, até que Davi se prontificasse a enfrentá-lo (1Sm.17.16). Elias fez uma caminhada de 40 dias até o monte Horebe, onde teve um encontro com Deus (1Rs.19.8). Jonas profetizou que, dentro de 40 dias, Nínive seria destruída. O povo se arrependeu e a sentença foi cancelada (Jn.3.4). Jesus jejuou no deserto durante 40 dias. Depois iniciou seu ministério (Mt.4.2). Jesus esteve na terra durante 40 dias após a sua ressurreição, enquanto os discípulos esperavam o Espírito Santo. Ao final, foi elevado ao céu e assentou-se à direita do Pai (At.1).

O número 40 adquiriu significado especial em nossa cultura sob o título de “quarentena”, indicando, geralmente, um tempo de isolamento para purificação.

A Bíblia destaca ainda alguns períodos de 40 anos (Jz.13.1; At.7.23; 7.30; 7.36) e o castigo das quarenta chicotadas (Dt.25.3; 2Co.11.24). Um dos aspectos predominantes nessas passagens bíblicas é o que se refere à espera por algum fato, pela conclusão de uma tarefa ou simplesmente pelo fim de uma situação difícil.

Vivemos no tempo do imediatismo. O fast food e as mensagens instantâneas fazem parte da nossa rotina. Se uma espera de 40 minutos pode parecer uma eternidade, o que dizer de 40 dias? É o teste da perseverança. Os referidos episódios bíblicos mostram o tempo de Deus para a execução de alguns propósitos. Curiosamente, o salmo de número 40 diz: “Esperei confiantemente no Senhor e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor”.

Precisamos aprender a esperar. A precipitação não é boa, pois um dos significados dessa palavra é “queda”. Muitas vezes, o prazo indica o tempo necessário à realização do que se pretende. A antecipação pode ser problemática. Seria como colher o fruto ainda verde.

Enquanto esperamos, um processo está acontecendo, ainda que não possamos ver ou perceber, principalmente nos períodos de jejum e oração. Pense no que acontecia no mundo durante o dilúvio, ou no coração daqueles que jejuavam, enfrentavam o deserto ou esperavam o cumprimento de uma promessa. A demora pode ter bons efeitos. Nos ensina a paciência e nos faz valorizar o que, com desejo, aguardamos. O que vem fácil e rápido é desvalorizado e, muitas vezes, descartado. A espera é o teste da esperança. O problema é que, aos poucos, a expectativa pode transformar-se em frustração. Os questionamentos começam a brotar e a confiança é colocada à prova. Então, o comportamento exterior seguirá a atitude interior.

O tempo de Moisés no monte é um exemplo interessante. Depois de muitos dias, o povo pensou que ele não voltaria mais. Então, pediram que Aarão fizesse o bezerro de ouro, diante do qual realizaram um grande culto pagão (Ex.32). Todo prazo que Deus estabelece tem um propósito. O simbolismo dos números bíblicos aponta para uma lição e não para uma previsão quantitativa exata. Nossas tribulações e jejuns podem ter durações diversas, mas sejamos fiéis enquanto esperamos.

Os períodos de jejum na Bíblia são exemplos de intensa dedicação ao Senhor. Eles podem ser ordenados por Deus, mas está em nossas mãos determinar períodos de dedicação mais intensa ao Senhor, saindo da zona de conforto e do andamento “normal” das nossas vidas. Se você não enfrentar, não chega ao outro lado. Se chegar, não será mais o mesmo. Sendo de espera ou atividade, os 40 dias sempre envolvem disciplina e esforço.

Não nos referimos a uma fórmula mágica nem a uma garantia de aquisição espiritual mediante o esforço humano, mas apenas a exposição de exemplos bíblicos inspiradores. Tudo que recebemos é pela graça, mas, ainda assim, Jesus disse: Pedi, buscai e batei, porque o que pede recebe, o que busca encontra e, ao que bate, abrir-se-lhe-á (Mt.7).

 

Anísio Renato De Andrade

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