Nestes dias de tanta turbulência política em nosso país, acredito que a parábola da figueira contada por Jesus (Lucas 13.1-9) pode nos ensinar uma preciosa lição.

Jesus conta que um homem tinha uma figueira, foi procurar fruto nela, não achou, e mandou cortá-la. O agricultor pediu um ano para cuidar dela e, se no futuro, a figueira continuasse sem fruto, então poderia cortar. Jesus conta esta parábola no momento em que disseram a ele que Pilatos assassinara alguns galileus, enquanto eles faziam os sacrifícios exigidos pela Lei no Templo do Senhor. Contudo, Jesus responde a isso, afirmando que esses galileus não eram mais pecadores do que os outros por terem sofrido desta forma, tampouco os dezoito que morreram quando caíram sobre eles a Torre de Siloé eram mais pecadores do que os outros habitantes de Jerusalém.

O que tem a ver o assassinato dos galileus, os dezoito que morreram na Torre de Siloé, o fato de serem mais pecadores ou não do que os outros que viveram e a parábola da figueira infrutífera? E o que isso tem a ver com o Brasil de hoje?

Precisamos voltar um pouquinho no texto. No capítulo 12 de Lucas, Jesus traz uma série de advertências e motivações, tais como: cuidado com o fermento dos fariseus; não tenham medo dos que matam o corpo, tenham medo daquele que pode matar o corpo e depois lançar no inferno; esta noite pedirão sua alma; não se preocupem quanto ao que comer e vestir, busquem o Reino de Deus e todas essas coisas lhes serão acrescentadas; façam tesouros no céu; estejam preparados, porque o Filho do homem virá; hipócritas!

Jesus diz que aquelas pessoas mortas não eram as mais pecadoras por terem sofrido dequela maneira. Pilatos é uma autoridade romana, prefeito da Judeia, juiz que condena Jesus à morte, e que mata os galileus que estavam no templo oferecendo sacrifícios. Os dezoito que morreram ao cair a Torre de Siloé eram funcionários do governo romano que estavam construindo essa torre, possivelmente, com dinheiro desviado do templo. Josefo, historiador judeu do primeiro século, relata que Pilatos teria se apropriado dos tesouros do templo para construir esta torre que servia para o abastecimento de água da cidade.

Então são duas questões claramente políticas, mas Jesus, neste momento, não emite nenhuma palavra de condenação a Pilatos, ao governo romano, à corrupção. O que Jesus faz é chamar os próprios judeus ao arrependimento. Se não, todos perecereis!

Pensando neste texto e neste difícil momento político que estamos vivendo, acredito que precisamos falar menos e acusar menos (2 Co 7.14). As pessoas chegam para Jesus e dizem que o problema está no governo, está em Pilatos, está com os romanos. Mas, elas não ouvem as advertências de Lucas 12. Tiram o foco de si mesmas e se justificam acusando a outros pelo mal. Mas Jesus diz: olhem para dentro de si.

A preciosa lição de Jesus para nós é que precisamos olhar para os nossos pecados, para nós mesmos. O profeta em 2 Crônicas 7.14 diz: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra”. A solução para nosso país acontecerá quando o povo de Deus se humilhar, orar, se arrepender! Precisamos ser honestos, pois sabemos que há muita corrupção em nossas denominações, igrejas e em nossa própria vida!

Jesus nos alerta para que antes que acusemos alguém ou coloquemos a responsabilidade pelo sofrimento em algum poder político, devemos nós mesmos nos arrepender! Se queremos ter um Brasil melhor, mais justo, mais santo, com menos desigualdade social, que comecemos por nós mesmos, por nossas igrejas e denominações! Nós somos a figueira e precisamos frutificar. Que Deus traga salvação a nós, nos limpando, alimentando nossa alma, e que em breve, Ele encontre muitos frutos em nós!

 

Maurício Jaccoud da Costa – pastor e missionário da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo e Doutorando em Teologia.Artigo na integra disponível em

http://www.ultimato.com.br/conteudo/a-parabola-da-figueira-e-a-nossa-crise-atual

“Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos; não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno” (2Coríntios 4:16-18).

A perseverança é o emblema distintivo dos verdadeiros santos. A vida cristã não é apenas um início nos caminhos de Deus, mas também a continuação da mesma, enquanto a vida dura.

Dá-se com o cristão, aquilo que se deu com Napoleão, ele disse: “A vitória fez de mim o que sou, e a vitória deve manter-me assim.” Então, sob Deus, querido irmão no Senhor, a vitória fez com que você seja o que você é, e ela deve mantê-lo assim. Seu lema deve ser: “Excelente”. Somente é um verdadeiro vencedor, e será coroado no final, quem permanece firme até que a trombeta de guerra não seja mais tocada.

A perseverança é, portanto, um alvo para todos os nossos inimigos espirituais.

O mundo não se opõe a que você seja cristão por um tempo, se ele puder tentá-lo a cessar a sua peregrinação, e a se estabelecer para comprar e vender com ele na Soberba da Vida. A carne vai procurar iludi-lo, e para evitar o seu esforço para a glória. “É um trabalho cansativo ser um peregrino, vem, desista! Devo sempre ser humilhado? Nunca serei indulgente? Dê-me, pelo menos, uma licença nesta guerra constante.”

Satanás fará muitos ataques ferozes à sua perseverança, que deixarão cicatrizes para todos os seus dardos inflamados. Ele se esforçará para impedi-lo de realizar o seu serviço: ele vai insinuar que aquilo que você está fazendo não é bom, e que deve descansar. Ele fará o possível para torná-lo cansado de sofrer, ele vai sussurrar: “Amaldiçoe a Deus e morra.” Ou ele atacará sua firmeza : “Qual é a vantagem de ser tão zeloso? Fique quieto como os demais; sonhe como os demais, e deixe a sua lâmpada apagar como as outras virgens fizeram.” Ou ele atacará as suas convicções doutrinárias: “Por que você está apegado a estes credos denominacionais?”

Portanto, use seu escudo, cristão, próximo de sua armadura, e clame fortemente a Deus, para que, pelo seu Espírito, você possa perseverar até o fim.

 

Charles Haddon Spurgeon – Traduzido e Adaptado por Pr Silvio Dutra

http://estudos.gospelmais.com.br/permanecer-firmes-na-fe-atos-14-22.html

 

Há poucos dias, uma amiga jornalista enviou-me um e-mail à procura de super-mães para uma de suas matérias. Ela tratou logo de explicar aos leitores de sua mensagem: “Ok, para você, a sua mãe é super. Porém, preciso de histórias realmente diferentes”. Quando li, abri aquele sorrisinho; não pelo alvo da matéria, mas por, nós filhos, acharmos de imediato a história das nossas mães de fato super, ainda que a mídia não a considere tanto assim. Cheguei a pensar por que não propunham uma matéria um pouco inversa para celebrar o dia das mães, na qual o super é o corriqueiro, o ordinário. Semelhante àquela música do Chico que, em outro contexto, diz: “Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode às 6 horas da manhã…”. Quem sabe o heroísmo de nossas mães não estaria simplesmente no que há de mais simples e complexo no dia a dia.

Em nossa comunidade, é impressionante notar como tantas floresceram a um só tempo. Como uma entusiasta da maternidade, vibro com cada notícia de gravidez, demoro-me a escutá-las em seus dilemas, mudanças corporais, leituras variadas, conselhos trocados.

Há quem diga que, ao nos colocar uma criança nos braços, Deus nos mostra que continua acreditando em nós, seres humanos. Acho que ele nos dá igualmente mais uma amostra para que acreditemos nele, Deus. Se a epístola de Romanos nos leva a refletir sobre a imensidão do Criador diante dos grandes feitos exteriores a nós, a maternidade nos leva ao interior, ao modo assombrosamente maravilhoso pelo qual somos criados. Reflito ainda nas tantas variáveis que permitem ou não uma gravidez. Algumas destas mamães relatam mesmo o milagre que viveram ao conceber. Outras, contam do difícil dilema de ter de lidar com alguma anormalidade inexplicável do filho concebido. E há ainda aquelas que explicam como tudo foi tão simples, e mesmo planejado.

Chego à pergunta que tão bem nos fazem as crianças em certo momento: “de onde vim?”; e contemplo o que vem antes da narração de todas essas histórias: a beleza de ter Deus escolhido não um ovo, uma célula solitária que se multiplica, mas a relação de amor entre um homem e uma mulher para dar origem a uma nova vida. Tudo isso é mistério, é graça. Ressoa em meus ouvidos a voz do anjo: “Salve, cheia de graça!”. É isso que cada uma delas carrega dentro de si: graça, muita graça! Graça que transborda, que testifica, que inspira, que insiste em se fazer palavra quando é só contemplação e deleite no Senhor da graça.

Que Deus as abençoe, mamães cheias de graça. Ele de certo é com vocês.

 

Mariana Furst – Disponível na íntegra em Editora UltimatoOnline

http://www.ultimato.com.br/conteudo/salve-mamaes-cheias-de-graca#mae

Uma característica de viver em uma cultura que oferece tantas possibilidades é perder o foco, não saber o que realmente importa. Vivemos de forma dispersa, seduzidos por uma infinidade de ofertas, criando uma ciranda de opções que mudam constantemente nosso olhar de direção. A perda da objetividade nos conduz a uma dificuldade na integração das diferentes realidades da vida. Somos seres distraídos, ansiosos e inquietos. A obsessão pela autorrealização, auto segurança e autoimagem surge da necessidade de dar nitidez a um cenário desfocado.

Assim, temos a tendência de pensar que nossos problemas são externos. Porém, se não temos um foco internamente seguiremos à deriva. Como diz o velho ditado: “Quando o piloto não sabe o destino do seu barco, qualquer vento sopra a favor”. As distrações externas apenas refletem a falta de integração interna.

Na carta aos Hebreus, o autor dedica todo o capítulo 11 para descrever, em curtas biografias, a vida de homens e mulheres que viveram vidas focadas e que apesar das inúmeras possibilidades e pressões, mantiveram seus olhos fixos em promessas divinas ainda não cumpridas. Viveram e morreram por elas.

O autor entra no capítulo 12 com um relato e um apelo. Todo aquele elenco de homens e mulheres que viveram vidas focadas tornou-se uma “nuvem de testemunhas”, ajudando e encorajando outros homens e mulheres Mantiveram seus olhos fixos em Jesus.

A vida moderna, com suas múltiplas ofertas, intensifica o individualismo e acaba por produzir uma forma de ruptura entre a realidade interna e externa. Por outro lado, a revelação de Deus como Trindade, que tem a comunhão e a interdependência de um no ser do outro, forma a base da vida e da espiritualidade cristã.

A consciência de que fomos criados por Deus e para Deus estabelece o eixo para vivermos de forma centrada.

Existe um centro na vida: Jesus Cristo. Ele é o princípio e o fim. Aquele por meio de quem tudo existe e para quem todas as coisas convergem. Diante dele se dobrarão todos os joelhos no céu, na terra e debaixo da terra, e toda língua o confessará como Senhor e Deus. Ele é o que se e obediência.

Precisamos de testemunhas. Nuvens de testemunhas. Precisamos de pessoas que nos ajudem a desembaraçar os nós do pecado e de tudo o que nos impede de caminhar em direção a Cristo. A vida moderna segue nos oferecendo muitas distrações. Manter os olhos fixos em Jesus nos possibilita viver de forma íntegra e centrada.

Ricardo Barbosa de Sousa – Disponível na íntegra em Revista Ultimato Online/Ed. 332

http://www.ultimato.com.br/revista/artigos/332/olhando-firmemente-para-jesus

“Eu lhes digo: Embora ele não se levante para dar-lhe o pão por ser seu amigo, por causa da importunação se levantará e lhe dará tudo o que precisar” (Lucas 11:8).

 

Esta parábola sobre a oração nos dá uma ideia de como Jesus espera que oremos corajosamente. Compreeender porque a oração funciona pode ajudar-nos a orar com coragem. Estas são algumas razões para orar com confiança.

A oração funciona por causa do que Jesus fez.

Quando oramos estamos aplicando a vitória de Jesus na cruz, tomando de Satanás o governo e estabelecendo o governo de Deus. Desse modo detemos a obra de Satanás e estabelecemos a vontade do Senhor.

Quando cremos, Deus não nos leva imediatamente para o céu – e isso, por uma boa razão: Há coisas que Ele quer que façamos na terra. Quer que exponhamos as mentiras do inimigo e proclamemos a verdade de Deus. Que derrubemos as fortalezas do inimigo e livremos os cativos. Que levemos saúde onde há doença, amor onde há medo, perdão onde há condenação, revelação onde há cegueira espiritual, integridade onde há falhas em nossa vida. E a Palavra de Deus revela que tudo isso poderá ser alcançado quando oramos.

A oração funciona porque vivemos de acordo com os caminhos de Deus.

Por isso, para que as orações sejam respondidas, precisamos andar em obediência às leis divinas. “Amados, se o nosso coração nos não condenar, temos confiança diante de Deus e recebemos dele tudo o que pedirmos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada” (1Jo 3:21-22). O privilégio de orar corajosamente baseia-se em nosso relacionamento com o Pai. E ele nos chamou para andarmos como filhos obedientes.

A oração funciona porque não hesitamos em pedir.

Deus quer que sejamos corajosos ao pedir. Ser corajoso em oração não significa invadir a sala do trono de Deus e exigir o que achamos que merecemos, mas reconhecer que Deus quer que façamos mais do que consideramos possível (Ef 3:20). Devemos orar todo o tempo sobre tudo, sabendo que Deus não tem limites e nunca está ocupado demais. A oração funciona porque Deus a estabeleceu desse modo.

Deus diz que, se orarmos, Ele se moverá em nosso favor e fará o impossível por nós. Ele quer que influenciemos nosso pedaço de mundo orando sem cessar e com ousadia.

 

Stormie Omartia – Trechos da Bíblia “A Bíblia da Mulher que Ora”

“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” 1 Pe 5:8

“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” Jo 10:10

Quando o inimigo de Deus faz brotar no coração dos homens a incredulidade ele conquista um campo para plantar ali o pecado, mentira, engano. Fazendo isso, o inimigo afasta o homem do seu criador.

Mas Jesus nos prometeu uma vida completamente diferente – Vida e vida em abundância. Ele diz em Sua Palavra: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim. A quem tiver sede, de graça lhe darei a beber da fonte da água da vida”. “Eu sou a porta; se alguém entrar por mim, salvar-se-á, e entrará, e sairá, e achará pastagens” (Jo.10.9).

Há muitas portas pelas quais as pessoas entram em busca de alimento para a alma. Entretanto, Jesus afirma: “Eu sou a porta”. Jesus é a Única Porta. Só Jesus enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.

Só em Jesus teremos:

  • Segurança: Em Jesus somos salvos para a vida eterna onde reina paz e justiça (Jo 3.36)
  • Comunhão: Ele é vida, então através de Jesus, existe vida em nós e comunhão com Deus, pois Cristo disse que Ele esta no Pai e o Pai esta Nele (Ef. 4.3,4; At. 2.40-47)
  • Sustento e refrigério: Em Jesus encontramos refrigério para nossa alma. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” (Fp 4.6-8)

Cada um de nós é único e preciso para Deus. Ele não nos desempara. Ele ouve nossas orações. “Visto que foste precioso aos meus olhos, e és digno de honra e eu te amo” (Is 43:4). Que prova maior poderíamos ter? “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3:16) .

Ele diz em Sua Palavra:

  • “Não te deixarei, nem te desampararei” (Hb 13.5)
  • “Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28.20)
  • “No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33)

Porém a palavra de Deus nos ensina:

  • “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33)
  • “Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37:4)
  • “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará” (Salmo 37:5)

Que a paz de Senhor, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.

 

Adaptado por Pr.Geraldo Sena

“Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também  ceifará.” (Gl 6:7)

A vida é feita de escolhas e decisões. Se fizermos escolhas erradas e tomarmos a direção errada, nos distanciaremos do alvo de Deus para a nossa vida. Assim, a lei da semeadura e da colheita é universal: colhemos o que semeamos. Nossas palavras e ações são sementes que se multiplicam para o bem ou para o mal. Por isso, precisamos ser criteriosos na escolha das sementes.

Que tipo de semente devemos semear em nossa vida, trabalho, estudos, relacionamentos, família e até em nossa igreja? Como será a semeadura em nossa vida espiritual?

Destaco alguns princípios para a nossa reflexão:

1. A semeadura exige um tempo de preparação: Na parábola de Jesus, o semeador lançou a semente à beira do caminho, no chão batido e sem umidade. A semente não penetrou na terra e, por isso, as aves dos céus vieram e comeram-na. Lançou também a semente no terreno pedregoso, e a semente até nasceu, mas, por falta de umidade, secou. De igual forma, semeou no meio dos espinheiros e a semente, ao nascer, foi sufocada enão produziu frutos. Apenas a semente que caiu em boa terra frutificou.

Somos os semeadores e também o campo onde a semente é lançada. Precisamos preparar  o nosso coração para receber essa divina semente!

2. A semeadura exige esforço e sacrifício: Semear não é coisa fácil; exige preparo, esforço e sacrifício. Muitas vezes, ao semear encontramos toda sorte de resistência. Mas, para semear, precisamos sair do nosso comodismo. O salmista diz que quem sai andando e chorando enquanto semeia, voltará com júbilo trazendo os seus feixes. Na parábola do semeador, a semente foi atacada pelos seres espirituais, racionais e irracionais. O diabo, os homens, as aves, os espinhos e as pedras conspiraram contra a semente. E, é por isso, que a semeadura, muitas vezes, arranca lágrimas. Porém, o semeador não desiste e persiste na confiança de que a colheita será certa, abundante e feliz.

3. A semeadura determina a colheita: A colheita é da mesma natureza da semeadura. Aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Quem muito semeia, com abundância ceifará. Quem semeia amizade, colhe afeto. Quem semeia amor, colhe simpatia e amor. Quem semeia bondade, justiça e perdão, colhe misericórdia. Quem semeia no Espírito, do espírito colhe vida eterna.

Contudo, quem semeia na carne, da carne colherá. Quem semeia ventos, colhe tempestade. Aqueles que semeiam problemas, confusão, discussão que não leva a nada, colherão o mesmo. E colherá falta de amor, falta de paz, inimizade, tristeza, estupidez, rancor. Faz com quem as pessoas, Deus, bênçãos, dele se distancie.

Lembre-se da sequência: o que você semear hoje colherá amanhã. Nós somos a lavoura de Deus, e Ele espera de nós muitos frutos, pois é assim que Ele é glorificado!

Marcia Madeleine Manfarrare

“Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento, para que. Pois também, Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. Por isso, não celebreis a festa não com o velho fermento, nem com fermento da maldade e da malícia, e sim, com os asnos da sinceridade e da verdade” (1 Co 5.7-8).

A Pascoa é uma festa cristã que tem uma das datas comemorativas mais importantes do nosso calendário. Porém, atualmente, a data esta tão relacionada ao comércio que, muitas vezes, nos esquecemos de seu verdadeiro significado.

O nome Páscoa surgiu a partir da palavra hebraica “pessach”, aproximadamente 1.400 anos antes de Cristo, e, significa para os hebreus o fim de mais de 400 anos de escravidão no Egito (Êx 12:1; 14; 42:15; Dt 16: 1-3). A partir daquele momento, os judeus celebrariam a Páscoa toda primavera (Êx. 12.14). Assim, instituída por Deus, a páscoa comemorava o êxodo dos judeus e sua libertação onde o elemento principal da ceia pascal era o cordeiro, cujo sangue apontava profeticamente para o CORDEIRO DE DEUS, que tira o pecado do mundo (Êx12:1-8; Dt 16:5,6; Jo 1:29).

Paulo afirma que Jesus é a nossa Páscoa, isto é: NOSSA REDENÇÃO (I Cor. 5:7, 8). “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!” A antiga aliança de Deus com seu povo, o cordeiro, usado no sacrifício como oferta pelo pecado (Lv 22.21), é substituída pelo único cordeiro, o único sem macula e sem defeito, o único capaz de nos libertar verdadeiramente do pecado e da morte eterna. – Deus acabou com todos os antigos sacrifícios e pós no lugar deles o sacrifício de Jesus para salvar cada um de nós. E em virtude deste único e prefeito sacrifício somos resgatados. Mediante o dilaceramento de Jesus na cruz e sua morte, Jesus abriu novo caminho rumo a Deus. “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, cordeiro imaculado e incontaminado (1 Pe 1:18-19).

Assim como Deus libertou os hebreus da escravidão no Egito, Deus quer libertar a cada um de nós da escravidão do pecado e, por isso, enviou seu Filho, Jesus Cristo, para que “todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16; Rm 5.1-11).

Jesus nos deixou a certeza da remissão de nossos pecados, da salvação e de um futuro junto ao Pai – certezas conquistadas com o precioso sangue de Jesus: “Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”.“ Ele diz e sua Palavra que “Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vô-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14:2 e 3).

Por isso, vinde, alegremo-nos! Celebremos a Páscoa!!!

Pr Geraldo Sena

 

“E Jesus, ouvindo isto, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o
Filho de Deus seja glorificado por ela” ( João 11:4 )

 

Deus tem um proposto para todas as coisas. Não há nada que fuja de Seu controle. Mas devemos estar atentos a todo ensinamento de Deus. Para ouvi-lo é necessario total dependência e, para aprender, necessário, humildade e coração quebrantado.

Na última semana, desmostivada e cansada com as lutas e tribulações, que a meu insignificante olhar humano e pecador, estão demorando demais passar; com a alma e coração sufocados e desesperada por uma Palavra de consolo e refrigério de Deus, Ele me mostrou da forma mais simples possível que cuida de cada um de nós e jamais desamparará seu povo.

Como é sabido pela maioria dos imãos, tivemos o telhado da nossa casa feito erronamemente de forma que chovia mais fora que debaixo dele, além do perigo de cair. Contudo, pela graça do Senhor, conseguimos refaze-lo e então, a partir dai, era tambem nosso desejo, terminar os serviços restantes. Tínhamos dois orçamentos do restante do serviço, e então buscamos um terceiro. Ao ligar para a pessoa indicada, ela prontamente apareceu no mesmo momento. Segundo ele, daria um orçamento inrecusável porque precisava muito do trabalho. Deixou o orçamento e foi embora dizendo que pela fé no dia seguinte estaria lá para realizar o serviço. Geraldo e eu nos olhamos e nos agarramos também na fé daquele simples moço. Fizemos as contas, oramos e autorizamos o serviço. E confome dito por ele, no outro dia ele estava lá, com seu irmão, bem cedo, pronto para a realização do trabalho.

Descobrimos que eram cristãos. O mais interessante que é estes simples moços, na sua simplicidade, não paravam de cantar, regozijar e dar glórias o tempo todo. Riam e cantarolavam, bendiziam e glorificavam a Deus intensa e constantemente, com humildade e gratidão. Na hora do almoço, após alomoçar, liam e comentam a Bíbla entre eles. Era contagiante a alegria daqueles irmãos, que tinham pouco financeirmante mas, uma riqueza infindável da certeza do amor e da salvação de Deus sobre eles.

Como não ser contagiado. Como não refletir e aprender com tais ensinamentos. Precisamos, tantas vezes, de menos racionalidade e mais espiriatualidade; de pedir menos e agradecer mais; de parar de tentar entender os porquês e viver mais com as bençãos e o “maná” que Deus nos dá diariamente. Só precisamos de uma certeza: Ele cuida e nada que acontece sem a Sua permissão.

O inimigo veio para matar, roubar e destruir nossas vida, para impedir nossas bençãos. E para isso fará tudo para nos impedir de andar com Cristo; de aceita-Lo, servi-Lo. Não negue sua cruz. Carregue-a e creia no milagre. Não se esqueça que Deus é um Deus do impossível, que sara, liberta, cura e transforma. Que Deus leva nosso fardo pesado e nos dá o dele que é leve e suave.

Precisamos nos rodear de pessoas que creem em Jesus e tem sua vida transformada e sustetanda na fé do Senhor. Precisamos buscar mais a Deus e seus ensinamentos. E, assim, ainda que tudo pareça dar errado, ainda que pareça estar tudo perdido, poderei cantar: “Porque ele vive, posso crer no amanhã, porque Ele vive, temor não há. Mas eu sei, eu sei, que a minha vida, esta nas mãos do meu Jesus que vivo está”.

 

Haydêe Melo Sena

 

 

 

Em 1937, o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer publicou seu famoso livro “O Custo do Discipulado”. Uma exposição do Sermão do Monte, na qual ele comenta o que significa seguir a Cristo. O contexto era a Alemanha no início do nazismo. Sua preocupação era combater o que ele chamou de “graça barata”, essa graça que oferece perdão sem arrependimento, comunhão sem confissão, discipulado sem cruz. Uma graça que não implica obediência e submissão a Cristo.

A fé cristã não é o produto de uma subcultura religiosa. Também não é apenas um conjunto de dogmas e doutrinas que afirmamos crer. É , antes de tudo, um chamado de Cristo para segui-lo. Um chamado para tomar, cada um, a sua cruz de renúncia ao pecado e obediência sincera a tudo quanto Cristo nos ensinou e ordenou.

Muitos olham para este chamado e reconhecem que o preço para seguir a Cristo é muito alto. De fato é: amar os inimigos, abençoar os que nos rejeitam, orar por todos os que nos perseguem, sem dúvida é muito difícil. Perdoar os que nos ofendem, resistir as tentações, buscar antes de qualquer outra coisa o reino de Deus e sua justiça e fazer a vontade de Deus aqui na terra como ela é feita nos céus, não é fácil. Resistir aos impulsos consumistas, preservar uma conduta moral e ética em meio a tanta corrupção e promiscuidade…

Se o custo do discipulado é alto, já imaginou o custo do não-discipulado?

Se viver em obediência a Cristo, renunciando o pecado, exige muito, procure ignorar isto! Vivemos hoje uma sociedade enferma. O número de divórcios aumenta cada dia, o número de filhos que desconhecem o pai é alarmante, as doenças de fundo emocional multiplicam-se, a violência cresce, a corrupção parece não ter fim, os transtornos psíquicos na infância assustam os especialistas. A raiz da enfermidade pessoal e social, em grande parte, é o não discipulado. Não considerar os mandamentos de Cristo, seu magnífico ensino no Sermão do Monte, seu chamado para a renúncia ao  pecado e a necessidade de diariamente tomar a cruz da obediência para segui-lo tem um custo incalculavelmente maior. Só iremos compreender a importância da contrição e do arrependimento, da confissão e da renúncia ao pecado, da obediência aos mandamentos e do valor da cruz se tivermos consciência da riqueza que nos espera.

Pagamos um alto preço pela “graça barata”. Nossas famílias sofrem por causa dela. Nossos filhos encontram-se confusos e perdidos. A nação afunda-se na lama da corrupção, da violência e da promiscuidade. Nossas igrejas transformaram-se em centros de entretenimento religioso, com um comércio de falsas promessas em troca de um evangelho sem cruz e de um reino onde cada um é seu próprio rei.

O chamado de Cristo para sermos seus discípulos, com seu “alto custo”, é o único caminho possível para a liberdade. A única opção para a verdadeira humanidade. A única esperança para nossa sociedade enferma.

Se seguir a Cristo exige muito, lembre-se que não segui-Lo vai lhe custar muito mais.

Fragmentos do artigo de Ricardo Barbosa de Sousa –Disponível na íntegra em:
www.ultimato.com.br/revista/artigos/320/o-custo-do-nao-discipulado